Dilma pede ao Banco Mundial antecipação de recursos ao Rio

Liberação de cerca de R$ 800 milhões, que estava prevista para ser concluída apenas no ano que vem, servirá para remoção de famílias em áreas de risco e construção de novas habitações

Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

18 de janeiro de 2011 | 19h38

BRASÍLIA - O vice-diretor do Banco Mundial, Otaviano Canuto, informou que a presidente Dilma Rousseff pediu que a direção da instituição viesse ao Palácio do Planalto para endossar o pedido de US$ 485 milhões, cerca de R$ 800 milhões, de repasse de recursos para o Estado do Rio, e apressasse a sua liberação que estava prevista para ser concluída apenas no ano que vem.

 

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De acordo com Otaviano, os recursos serão destinados à remoção de pessoas das áreas de risco e construção de novas habitações para atender os desabrigados, assim como para a capacitação de pessoal para lidar com catástrofes como as que aconteceram na região serrana do Rio, aproveitando experiências que o Banco tem em outros países, com episódios semelhantes.

 

Os recursos já estavam sendo negociados entre o governo do Rio de Janeiro e o Banco Mundial, mas a presidente Dilma fez questão de entrar na conversa para pedir a antecipação da liberação dos recursos. Também na entrevista dada após o encontro com Dilma, o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Makhtar Diop, anunciou que vai antecipar para abril e possivelmente, outubro, as parcelas de US$ 200 milhões e US$ 285 milhões que só seriam concluídas em 2012.

 

O governo brasileiro vai tentar fazer com que estes recursos cheguem até mais cedo. "Pedimos toda a celeridade para concessão dos empréstimos", disse a presidente Dilma na reunião. Ela espera que o Banco Mundial se sensibilize com o apelo e a tragédia e antecipe a liberação dos recursos e o apoio necessário ao Estado para atendimento às populações afetadas.

 

Para apressar o processo, o governo se compromete a encaminhar ao Congresso, no início de fevereiro, o pedido de aprovação dos empréstimos, que precisa ser endossado pelos parlamentares. Se isto for concretizado, é possível até mesmo que se consiga antecipar a primeira parcela para antes de abril.

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