Dilma: Prefeitura de BH é responsável por executar e fiscalizar obra do viaduto

No dia seguinte à queda do viaduto, a própria prefeitura de Belo Horizonte havia admitido falhas na fiscalização da obra

Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

07 de julho de 2014 | 20h15

BRASÍLIA - Durante conversa com internautas nesta segunda-feira, 7, a presidente Dilma Rousseff responsabilizou a prefeitura de Belo Horizonte - administrada por Márcio Lacerda (PSB) - pela execução e fiscalização da obra do Viaduto Guararapes, que desabou na quinta-feira passada, 3, deixando duas pessoas mortas e 22 feridas. A estrutura caída interditou o tráfego em uma das principais vias de ligação entre o aeroporto de Confins e a capital mineira, que recebe nesta terça-feira, 8, o jogo da seleção brasileira contra a Alemanha.

"O governo federal aguarda que a prefeitura nos entregue o laudo pericial sobre as razões da queda do viaduto. A prefeitura de Belo Horizonte é responsável pela execução da obra do viaduto e também pela fiscalização da empresa contratada", afirmou Dilma. "Com o relatório pericial avaliaremos as responsabilidades sobre este trágico evento e as medidas necessárias."

No dia seguinte à queda do viaduto, a própria prefeitura de Belo Horizonte havia admitido falhas na fiscalização da obra.

Em outro momento da conversa, a presidente foi questionada sobre obras que não ficaram prontas para a Copa do Mundo. "Tem muitas obras no Brasil que estão em andamento e não são destinadas à Copa. O Brasil é hoje um dos países que tem mais investimentos em mobilidade urbana, como metrôs, VLTs (Veículos Leves Sobre Trilhos), BRTs e corredores exclusivos. Todos esses investimentos ficarão prontos para os brasileiros", prometeu. "Mesmo os aeroportos continuaremos a expandi-los, porque a nossa projeção é que logo chegaremos a 200 milhões de passageiros. E assim é também com portos e rodovias."

Ao falar sobre os estádios construídos para o Mundial, Dilma destacou que o governo quer que a Copa sirva para ampliar o número de torcedores que se dirigem às arenas. 

"O que nós queremos é que a Copa sirva para ampliar a ida aos estádios por causa da valorização do atleta, do futebol e dos clubes. Se o craque permanecer no Brasil, porque tem condições de ficar no Brasil, pode ter certeza que os estádios vão estar cheios de torcedores", afirmou. "Além disso, em muitas cidades, como Brasília, por exemplo, eles se tornaram polos de eventos culturais, de shows e até de casamentos."

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