André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Dilma refaz meta da Casa da Mulher Brasileira

No primeiro mandato, presidente não entregou nenhuma unidade de atendimento integral a vítimas da violência; novo prazo é 2018

Rafael Moraes Moura, Rachel Gamarski e Tânia Monteiro, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 21h54

BRASÍLIA - Depois de não entregar nenhuma Casa da Mulher Brasileira no primeiro mandato, a presidente Dilma Rousseff resolveu postergar por mais quatro anos uma meta fixada por ela mesma para dezembro de 2014. Agora, o discurso oficial é de inaugurar até o final do segundo mandato as 27 unidades previstas da Casa da Mulher Brasileira, espaço que reúne as principais formas de atendimento integral a vítimas de violência, como delegacias especializadas, defensorias e promotoria.

"Queremos que essas 27 primeiras unidades que vamos construir - nossa meta, a gente tem sempre de ter meta e prazo, até o final de 2014, nas capitais dos Estados brasileiros e no Distrito Federal - sejam poderosos pontos de referência para as mulheres atingidas no corpo e na alma", discursou Dilma, em 13 de março de 2013, no lançamento do programa Mulher, Viver sem Violência.

Durante a solenidade desta terça, a ministra-chefe da Secretaria de Política para as Mulheres, Eleonora Menicucci, estendeu por mais quatro anos o prazo de conclusão das obras. "Até 2018 serão 27 Casas da Mulher Brasileira, uma casa em todas as capitais, é a continuidade de uma política pública que não ficou no papel", disse a ministra.

Em outubro do ano passado, o Estado visitou o canteiro de obras da Casa da Mulher Brasileira de Brasília. Na ocasião, a Secretaria de Política para as Mulheres havia prometido entregar a obra em dezembro daquele ano.

Até agora, o programa inaugurou unidades apenas na capital federal e em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O governo espera entregar as unidades de Fortaleza (CE), São Luís (MA), e Salvador (BA) ainda este ano.

"A Casa da Mulher é, sem sombra de dúvida, uma iniciativa pioneira. Nós garantimos, em um único lugar, o acesso a todos serviços, e isso é o princípio da reforma do Estado no Brasil: tratar o cidadão com um só que ele é; tratar a cidadã como uma só", afirmou Dilma.

"Meu governo age de forma muito efetiva, forte, contra a violência que atinge as brasileiras. Porque não só pelo fato da presidente - eu sou a primeira mulher presidente do país - mas porque nós, mulheres, e todos os homens de bem desse país nos opomos à injustiça, à covardia e ao desrespeito aos direitos das mulheres."

Agenda positiva. Ao entregar a segunda Casa da Mulher Brasileira, no mesmo dia em que anunciou o Plano Safra 2015/2016, Dilma marcou o início de uma agenda positiva para recuperar sua popularidade e reverter o desânimo com o desempenho da economia brasileira. O roteiro das próximas semanas incluirá o lançamento do plano safra da agricultura familiar, do programa de concessões em infraestrutura e da terceira etapa do Minha Casa Minha Vida.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.