Dilma Rousseff diz que governo Lula não acobertou mal algum

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta quarta-feira, 30, que se há um governo que não acobertou nenhum mal foi o do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.Ao ser indagada por jornalistas, na Confederação Nacional da Indústria (CNI), se o presidente Lula, enquanto candidato, não teria omitido os escândalos de corrupção em sua gestão, Dilma afirmou que em nenhum momento o PT e o governo deixaram de reconhecer como fundamental a melhoria da qualidade da gestão pública e do combate à corrupção. "Eu quero destacar que este governo não escondeu para debaixo do tapete nenhum problema. Toda vez que detectamos um problema, uma suspeita, nós tomamos medidas drásticas e afastamos as pessoas envolvidas."Dilma acentuou que o importante, do ponto de vista do governo, é sinalizar que trabalhou para o fortalecimento das instituições do Estado que combatem a corrupção.A ministra mencionou que o governo Lula foi acusado de usar a Polícia Federal para fazer sua política eleitoral. Mas citou como exemplo a operação que desvendou o esquema de corrupção da máfia das ambulâncias. As auditorias da Controladoria Geral da União (CGU), alegou ela, apontaram para um padrão de gastos indevidos desses recursos e a existência de uma quadrilha em 2004.A conclusão foi informada à Polícia Federal e ao Ministério Público, que seguiram com suas investigações. "Foi o governo federal quem desmantelou essa quadrilha que estava operando no Brasil desde 1998", disse. "Nós descobrimos isso em 2004 e apuramos", insistiu.Dilma lembrou também o caso do mensalão ao argumentar que a Polícia Federal teve participação essencial na revelação do esquema.Crítica ou relatoAo ser indagada sobre as críticas do presidente Lula fez à política econômica do governo anterior, afirmou que o programa de governo para o segundo mandato trouxe apenas uma clara avaliação crítica da maneira como o presidente Lula recebeu a economia brasileira em 2003. "Nós não estamos criticando o PFL e o PSDB. Nós estamos criticando a situação que o País passava e que não foi aquela escolhida pelo PT", disse.Dilma argumentou que quando o governo Lula começou a taxa de risco era explosiva, a taxa de inflação era grande, a área de energia apontava para empresas endividadas e o mercado atacadista de energia não funcionava. "Nós assumimos o governo em 2003 em uma situação precária. Não estamos fazendo nenhuma crítica. Simplesmente estamos relatando as condições nas quais o governo assumiu", afirmou.Programa de gastosDilma disse que o programa do segundo mandato de Lula não traz aumento dos gastos públicos, mas sim a melhoria desses desembolsos para que haja investimentos mais substantivos nas áreas de educação, saúde e infra-estrutura. Segundo ela, o programa não trouxe metas, mas sim diretrizes. "Metas são ações de governo", disse.Para fundamentar sua argumentação de que não haverá aumento nos gastos públicos, a ministra disse que o governo enviará uma proposta de orçamento para 2007 que mantém a meta de superávit primário de 4,25%.

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