Dilma vê vantagem menor como ''margem de erro''

Petista afirma que não encara como nenhum problema a oscilação 'de um ponto, dois pontos'nas pesquisas eleitorais

Sabrina Valle / RIO, O Estado de S.Paulo

26 Setembro 2010 | 00h00

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, afirmou ontem que não vê "nenhum problema" com redução de sua vantagem sobre os adversários, mostrada pela última pesquisa do Ibope para o Estado e a TV Globo. "Tem uma pesquisa que me dá 49%, outra me dá 50%, outra, 51%. Eu estou na margem de erro", disse, em visita aos elevadores panorâmicos da comunidade do Cantagalo e Pavão-Pavãozinho, no Rio. "É uma oscilação de um ponto, dois pontos, não estou vendo nenhum problema."

Segundo o Ibope, Dilma ficou com 50% das intenções de voto, contra 28% do candidato do PSDB, José Serra, e 12% da candidata do PV, Marina Silva. O resultado, que diminuiu de 14 para 9 pontos a diferença entre a petista e a soma de seus concorrentes, foi atribuída às denúncias de corrupção na Casa Civil, envolvendo a sucessora de Dilma na pasta, Erenice Guerra, e seu filho, Israel Guerra.

A 9 dias das eleições e na véspera do debate de hoje, na Rede Record, Dilma afirmou que não aceitará "baixar o nível", caso seus concorrentes decidam investir nesses temas. "Acho que ódio é que nem droga, quem entra no ódio entra fácil. Sair é que é difícil", afirmou. "Em hipótese alguma vou aceitar rebaixar o nível dessa discussão."

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