Dirceu rejeita cargos: 'Não posso, não quero, não devo'

O ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu disse ontem - após votar na 258.ª Zona Eleitoral, em Moema, zona sul de São Paulo - que não participará do governo da petista Dilma Rousseff. "Não posso, não quero e não devo. No governo, nenhum (cargo)", garantiu. "Sou dirigente partidário. Inclusive na direção do PT eu não queria. Eu assumi porque me pediram. Eu queria esperar meu julgamento."

Brás Henrique, Eduardo Kattah, Eduardo Reina e Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

01 Novembro 2010 | 00h00

Em 2011, o ex-ministro quer resolver as pendências na Justiça e defender-se das acusações no Supremo Tribunal Federal. "Sei que devo contas à Justiça. Não porque sou culpado. Mas isso é da democracia. Até hoje fui prejulgado, linchado", disse, descartando, por enquanto, sua volta a administrações petistas.

Sozinha e apenas com o RG em mãos, a senadora eleita Marta Suplicy (PT-SP) também votou na zona sul da cidade e desconversou sobre a possibilidade de assumir algum ministério no governo Dilma. "Fui eleita para o Senado agora e tenho um mandato pela frente. Estou animada e será um grande desafio enfrentar questões importantes como as reformas tributária e política, que são hoje grandes entraves."

Interior. Em Ribeirão Preto, a votação do deputado Antônio Palocci (PT), um dos coordenadores de campanha de Dilma, durou pouco mais de dez minutos. Otimista com a vitória da petista, ele enfatizou que esperava "respeitosamente" a decisão do eleitor brasileiro. Palocci garantiu estar à disposição de Dilma Rousseff e desconversou ao ser questionado sobre ministérios. "Ele (trabalho de transição) pode começar nos próximos dias, a partir do entendimento com o presidente Lula, no sentido de colocar as equipes para trabalhar", explicou, encerrando o assunto.

Na capital mineira, também confiante na vitória de Dilma após depositar o voto na urna, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) disse que agora "é o momento de começar uma nova etapa no Brasil". "Vamos consolidar o governo do presidente Lula, governar para todos os brasileiros."

Sobre sua participação no governo do PT, o ex-prefeito tratou o assunto como mera especulação. "O que tem é um grupo de companheiros que tem ajudado a Dilma porque são muito próximos dela e surgem especulações."

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