Diretor cobra repasse de verbas para o Denatran

Se os recursos arrecadados anualmente com multas de trânsito, seguro obrigatório (DPVAT) e Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito (Funset) fossem aplicados efetivamente no setor, a situação nas ruas seria melhor. A avaliação é do diretor do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Alfredo Peres. "Esses recursos precisam voltar a serem aplicados no setor." Peres calcula em aproximadamente R$ 4,5 bilhões a verba que poderia estar à disposição do Denatran para educação de trânsito, prevenção de acidentes e inspeção veicular. "São aplicados R$ 3 bilhões por ano em multas e o DPVAT arrecada algo em torno de R$ 1,5 bilhão. Mas o dinheiro não vai automaticamente para o orçamento do governo. A gente não tem recebido recursos suficientes." O orçamento anual do órgão é de R$ 65 milhões. A entidade recebe ainda cerca de R$ 200 milhões de repasse da verba de multas e seguro e paga ao Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), que processa e analisa todos os dados dos motoristas e veículos no território nacional, R$ 70 milhões por ano. "Os tribunais de contas nos Estado e os procuradores do Ministério Público já fazem essa cobrança (por mais recursos para o Denatran). A sociedade também pede mais investimentos no trânsito, na educação e em campanhas permanentes. Só assim poderemos reverter esse quadro, que hoje é de calamidade pública, um problema de saúde."

Eduardo Reina, O Estadao de S.Paulo

07 Setembro 2019 | 00h00

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