Diretor da Anac dá 'nota 8' para manutenção de aeronaves

Jorge Luiz Brito Velozo afirma que o trabalho na Anac é harmonioso e 'feito com muita vontade de acertar'

22 de agosto de 2007 | 16h44

O diretor de Segurança Operacional, Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Jorge Luiz Brito Velozo, disse nesta quarta-feira, 22, que daria, em média, nota 8 (numa escala de 1 a 10) para a manutenção das empresas brasileiras em suas aeronaves. A avaliação foi feita depois de ter sido questionado pelo relator da CPI da Crise Aérea, deputado Marco Maia (PT-RS).  Veja também:Jobim quer processo disciplinar para investigar ato da AnacZuanazzi defende Anac de acusações em relação a CongonhasJobim quer maior fiscalização na manutenção das aeronaves Jobim não aceita pedido das empresas em relação a Congonhas'Fraude' da Anac contribuiu para acidente da TAM, diz juíza   Jorge Velozo explicou como é feita a fiscalização das aeronaves. Segundo ele, existe um inspetor que, para elaborar um diagnóstico, faz a vistoria nas aeronaves no local, não trabalhando apenas com documentos. De acordo com ele, há possibilidade de inspeção nos aeroportos e durante os vôos, onde os inspetores atestam e fiscalizam a operacionalidade da aeronave como um todo. Processo de transição O diretor declarou que a Anac está em processo de transição. "A atuação da agência é cercada de cuidados e responsabilidade. O trabalho é feito com muita vontade de acertar", disse. Jorge Velozo afirmou que nas reuniões do órgão nunca ocorreram divergências, a não ser no aspecto técnico - "o que só vale para melhorar decisões. São divergências salutares", destacou. Os deputados do PSDB Gustavo Fruet (PR) e Vanderlei Macris (SP) afirmaram que vão recorrer da decisão da CPI, que rejeitou pedido de informação ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre procedimentos para tomar medidas cabíveis contra os diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Eles consideram a possibilidade de entrar com recurso no Supremo Tribunal Federal (STF).  A CPI ainda rejeitou pedido dos deputados do PSDB para convocar toda a diretoria da Anac. Vanderlei Macris afirmou que os diretores da Anac podem ser responsabilizados criminalmente por prestar informações falsas à Justiça. A juíza Cecília Marcondes, do Tribunal Regional Federal, disse ter recebido pessoalmente da diretora da Anac Denise Abreu documentos com falsas medidas de segurança, utilizados para convencer a Justiça a liberar a pista do aeroporto de Congonhas (SP). (Com informações da Agência Brasil e da Agência Câmara)

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