Diretor da entidade defende ''cultura de gestão''

Uma corporação gigantesca, com 50 mil funcionários e 400 filiais espalhadas por 300 cidades. Apesar das dimensões, o Judiciário é administrado por magistrados com conhecimento técnico em Direito e jurisprudência. "O maior desafio da Justiça, hoje, é estabelecer uma cultura de gestão, capaz de tornar seus procedimentos mais ágeis", avalia o diretor executivo do INQJ, Rodrigo Santos.Entre os próximos passos da entidade está a criação de projetos piloto de gestão em quatro fóruns de primeira instância em São Paulo, com softwares programados para diminuir a burocracia na tramitação dos processos.Outro software que vem sendo testado pelo grupo visa a coordenar de forma mais eficiente a tarefa dos oficiais de Justiça do Estado. "Por falta de uma boa gestão, muitas vezes diversos oficiais de Justiça são mandados para o mesmo endereço, no mesmo dia. Esse tipo de desperdício e perda de tempo precisam ser revistos", analisa Santos.A entidade também ministra cursos de Administração voltados para magistrados e desenvolve pesquisas a respeito da Justiça no Brasil. Com dinheiro de uma fundação americana, a entidade está desenvolvendo meios e critérios para acompanhar a qualidade do Judiciário.A presidente da Comissão de Direitos do Terceiro Setor da Ordem dos Advogados do Brasil, Lucia Maria Bludeni, vê a iniciativa da entidade de buscar recursos junto ao mercado como louvável. "Essa é a meta que devem buscar as organizações sem fins lucrativos, para que não fiquem dependentes do dinheiro do governo e de fundações. Desde que seja definido em estatuto, trata-se de uma forma legítima de obter recursos."

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