Diretor da TAM não acredita em falha de pilotos

Segundo ele, tanto o piloto quanto o co-piloto eram capacitados para o pouso em Congonhas

14 de agosto de 2007 | 11h59

Durante seu depoimento à CPI do Apagão da Câmara dos Deputados, nesta terça-feira, 14, o diretor de Segurança da TAM, Marco Aurélio Castro, considera improvável a existência de falha dos pilotos em relação aos manetes (controles de aceleração das turbinas) do avião da empresa envolvido em acidente no mês passado.   Veja também:    Maiores desastres da aviação brasileira    Cronologia da crise aérea    Quem são as vítimas do vôo 3054    Tudo sobre o acidente do vôo 3054      Um dos manetes do Airbus A320 estava em posição de aceleração, fato que, para Castro, pode ter sido determinante para a tragédia que matou quase 200 pessoas em 17 de julho, em São Paulo. Ele disse, no entanto, que nunca soube de caso de erro dos pilotos em relação ao equipamento.    Castro  afirmou que os sistemas de freio e o spoiler (sistema aerodinâmico para quebrar a sustentação do avião no ar) não funcionaram porque a posição dos manetes fez com que o computador compreendesse que a aeronave não precisava frear. "Houve uma posição do manete que (o computador) entendeu que o piloto quisesse voar", disse.      Paradoxalmente, o chefe de segurança acha difícil que os pilotos tenham errado na posição do manete. "Só as investigações vão mostrar se isso realmente aconteceu. É fácil dizer porque o motor estava acelerado, por conta da posição do manete. Se ele estiver fora da posição Idle (marcha lenta) ele vai dar potência ao avião. Pelos dados ela não estava na posição correta. Mas, nunca soube de caso de erro dos pilotos em relação ao equipamento", disse.     Castro disse ainda que co-pilotos não podem operar em Congonhas e que, no dia do acidente, os dois comandantes eram qualificados para pilotar a aeronave e dividir as etapas de vôo.   Marco Aurélio Castro disse também que a empresa não está mais recomendando que as aeronaves da companhia pousem em Congonhas sem que um dos reversores estejam funcionando e com pista molhada.   Ao responder a pergunta do deputado Marco Maia (PT-RS), Castro disse que nenhum avião pousa mais nas mesmas condições do vôo 3054.  "Essa atitude nós já tomamos, ninguém pousa mais naquelas condições", disse o diretor.   Ivan Valente disse que "parece que depois da porta arrombada", se adotam as providências. "Agimos com medidas de cautela na operação", afirmou o diretor de segurança da TAM.   Marco Aurélio Castro depõe neste momento na CPI da Crise Aérea. Em resposta ao deputado Ivan Valente (Psol-SP), ele afirmou que turbina superaquecida e problemas nos flaps e no trem de pouso não podem ser considerados defeitos, uma vez que o avião tem um sistema de checagem durante o vôo que os corrige. Sobre a existência de um reverso travado no avião da TAM, Castro disse que o fato é normal e que, por isso, os pilotos nem são treinados para lidar com essa situação. Poltronas À deputada Solange Amaral (DEM-RJ), o diretor de segurança da TAM disse que não vê necessidade em mudar as poltronas dos aviões, aumentando o espaço entre elas. Segundo Castro, as poltronas são desenhadas para que o passageiro tenha todo o conforto.

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