Diretor da TAM nega prática de overbooking pela empresa

O diretor de Relações Institucionais da TAM, Paulo Castello Branco, disse ao Estado que a empresa não praticou overbooking, venda de passagens a mais do que número de assentos disponíveis. Ele atribuiu os problemas enfrentados pela companhia nos últimos dias à uma "conjunção de fatores", destacando o fato de que seis aviões entraram em manutenção corretiva, não programada. Castello Branco ressaltou que o atraso médio da empresa já diminuiu de quatro para duas horas e assegurou que "no decorrer do domingo, todos os problemas estarão solucionados". Neste sábado, garantiu, os 85 aviões da companhia estavam operando em rotas nacionais, inclusive os seis que haviam apresentado problemas.Paulo Castello Branco declarou ainda que todos os passageiros que voaram em aviões da FAB, em vez de embarcar em aeronaves da TAM, serão ressarcidos pela empresa aérea, recebendo o valor da passagem de volta. Os que viajaram em outras companhias aéreas, no entanto, não serão reembolsados porque andaram em "empresas congêneres" e, em grande parte dos casos, foi feito o endosso, o que já representa um pagamento.O diretor informou que o sistema de reservas da empresa está totalmente aberto para qualquer tipo de auditoria. A Anac avisou neste sábado que, durante a semana que vem vai fiscalizar os sistemas de reserva de todas as companhias para verificar se elas venderam mais passagem do que lugares disponíveis. Ele confirmou que 15 aeronaves que não eram da TAM foram usadas no transporte de passageiros na noite de sexta-feira e ao longo deste sábado, sendo sete delas da Força Aérea Brasileira.Varig Também a Varig ajudou a transportar os passageiros da TAM que não conseguiram embarcar. A assessoria da Varig informou que, na madrugada de sábado, transportou passageiros da TAM nos trechos entre Congonhas e Fortaleza, e Guarulhos-Salvador-Fortaleza. Na tarde deste sábado, a Varig substituiu ainda os aviões da TAM nos vôos que saiam de São Paulo para quatro destinos: Curitiba, Uberlândia, Goiânia e Brasília. Para justificar os problemas ocorridos inesperadamente com os seis aviões da TAM, Castello Branco comentou que um Boeing 707 que a FAB cedeu para a TAM, um dos chamados "sucatões", precisou parar para manutenção preventiva no sul do país, o que foi considerado por ele "absolutamente normal". Para a próxima semana, Castello Branco garantiu que estes problemas "não se repetirão". Neste sábado, os maiores atrasos, estiveram concentrados em Brasília e no Rio de Janeiro. Ele lembrou que alguns atrasos também foram provocados por problemas de retenção de fluxo de vôos em Curitiba, pelo Cindacta 2, por problemas de controladores. A Anac, mais cedo, havia confirmado que houve uma hora de atraso no Cindacta 2 por problema na hora de troca de turno dos controladores de vôo. Castello Branco informou que, em 2007 a TAM irá receber mais 11 aeronaves. Em 2006, a companhia recebeu 14, segundo ele.

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