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Diretor de faculdade é morto na frente dos alunos em SP

O diretor-geral da Faculdade Paulista de Artes, Luís Rogério Telles Scaglioni, de 37 anos, esperava a carona de um amigo, na frente da escola, quando foi chamado pelo nome por um rapaz. Ao virar-se para ver quem era, recebeu um tiro no braço. Caiu. No chão, levou outros dois tiros nas costas e a cabeça.Scaglioni foi atacado pouco depois de deixar a escola, na Rua Martiniano de Carvalho, 181, no bairro de Bela Vista, no centro de São Paulo. A polícia investiga a hipótese de vingança, mas não descarta possível tentativa de assalto, embora nada tenha sido roubado.Era a hora da saída das aulas, e alguns alunos, que estavam no portão da escola, correram. Outros se jogaram no chão. O assassino e um cúmplice, que vestiam jeans e jaquetas escuras, fugiram na direção da Rua Maestro Cardim. Segundo as testemunhas, eles eram brancos e jovens.O crime ocorreu no fim da noite desta segunda-feira. Socorrido por policiais militares, Scaglioni foi levado ao Pronto-Socorro Municipal Vergueiro, onde morreu. Segundo os alunos que presenciaram o crime, depois do primeiro disparo contra o diretor, o assassino se abaixou e atirou nele já caído no chão.O chefe da segurança da faculdade, José Ricardo dos Santos, disse ao delegado Silvio Luiz Maciel, do plantão do 5º Distrito, encarregado das apurações, que ignora qualquer ameaça que tenha sido feita a Scaglioni. "Ele jamais se queixou. Se estivesse sendo ameaçado, não ficaria sozinho à espera de carona. Teria nos chamado para darmos cobertura." A informação de que ele foi chamado pelo nome veio de dois alunos da faculdade, que estavam perto do diretor.Amigos de Scaglioni, que pediram para não ser identificados, disseram, durante o velório, que ele não tinha inimigos. Solteiro, era filho de um dos diretores do Conselho Administrativo da Faculdade Ibero-Americana. A delegada Nilze Scapulatielo, titular do 5º DP, vai esperar o retorno dos alunos às aulas para obter mais informações.Nesta terça-feira, a escola ficou fechada. "Queremos ouvir até o guardador de carros da rua para saber se ele viu os assassinos", disse a delegada.Os parentes de Scaglioni disseram à delegada que ele resolvia pessoalmente todos os problemas da faculdade. "Tratava com funcionários, alunos, pessoal da segurança. Fazia tudo." Na pesquisa sobre registros criminais envolvendo a vítima, a delegada encontrou apenas um, no 7º Distrito Policial, da Lapa: um boletim de ocorrência sobre um problema administrativo, de que a polícia procura mais detalhes.Os policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) começaram a investigar o assassinato na tarde desta terça-feira. "Vamos trocar informações, pois pretendemos esclarecer o crime o mais rapidamente possível", disse Nilze.

Agencia Estado,

21 de maio de 2002 | 20h36

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