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Diretor de hospital público é morto no Rio

O assassinato do diretor do Hospital Estadual Rocha Faria, na zona oeste do Rio, Mário Arcoverde Sobrinho, de 62 anos, na noite de ontem, pode estar relacionado com uma série de mortes de médicos que apuravam irregularidades em hospitais da rede pública do Rio. Sobrinho, que teve um filho assassinado há alguns anos, investigava a administração anterior à sua.Ele foi morto com quatro tiros, disparados por dois homens em uma moto, quando voltava para casa em seu Vectra. O crime aconteceu na Avenida Santa Cruz, em Santíssimo, zona oeste do Rio. Nada foi roubado.A hipótese foi admitida pelo delegado Carlos Henrique Machado, titular da Delegacia de Homicídios, que está investigando o caso. "É muito cedo para vinculação com outros fatos. Mas (a relação com os outros assassinatos) é uma das linhas de investigação". Em pouco menos de três anos, nove médicos e dois enfermeiros foram assassinados e um médico sofreu atentado. "O mais provável é que o crime esteja ligado à atividade profissional do doutor Mário. Vamos averiguar suas ligações profissionais e as investigações internas no Rocha Faria", disse Machado.O delegado Leonílson Ribeiro, da delegacia de Campo Grande, zona oeste, onde o caso foi inicialmente registrado, recolheu a agenda e o telefone celular da vítima. "Vamos começar a ouvir as pessoas próximas ao doutor Mário", disse Machado. O corpo de Sobrinho foi enterrado na tarde de hoje no Jardim da Saudade, em Sulacap, zona oeste, na presença de 500 pessoas, incluindo o secretário estadual de Saúde, Gilson Cantarino. Antes de assumir a direção do Rocha Faria, em 1999, Sobrinho era o responsável pelo Setor de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde.

Agencia Estado,

05 de junho de 2001 | 18h57

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