Diretor do Citibank morre em assalto

Jovem foi atingido na frente de casa; foi o 2.º caso em 2 dias na capital

Humberto Maia Junior, O Estadao de S.Paulo

16 de dezembro de 2008 | 00h00

O superintendente adjunto do Citibank Gustavo Gomes Matarazzo, de 34 anos, foi assassinado na noite de domingo no portão de casa, no bairro do Tatuapé, na zona leste de São Paulo. Ele foi abordado por dois homens quando entrava em casa de carro. A Polícia Civil acredita que o homem foi morto durante uma tentativa de assalto e descartou crime de vingança. Em dois dias, foram duas mortes semelhantes provocadas por tentativa de roubo. Na sexta-feira, a médica Nadir Oyakawa, de 54 anos, foi executada em seu carro na frente da casa da irmã com dois tiros. O caso aconteceu no Bairro Rio Pequeno, zona oeste, depois de a vítima buzinar ao perceber a presença dos assaltantes. Esses episódios engrossam estatísticas divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública a cada trimestre. Capital e Grande São Paulo registraram de janeiro a setembro deste ano 91 casos de latrocínio - roubo seguido de morte - contra 56 em igual período do ano passado.Em pelo menos seis casos investigados, o ladrão não foi preso. Um dos crimes de maior repercussão foi o de Jean Kontouriotis. Em agosto, ao meio-dia, ele deixava a agência da Caixa Econômica Federal na Avenida Sumaré, zona oeste, quando foi baleado no tórax depois de se negar a entregar uma maleta com dinheiro.No caso do executivo do Citibank, os assaltantes não identificados fugiram e não levaram nada. Mesmo assim, a delegada titular do 52º Distrito Policial (Parque São Jorge), Valdenês Lopes, disse acreditar que Matarazzo foi morto durante uma tentativa de assalto. O boletim de ocorrência foi registrado como homicídio simples e tentativa de roubo. "Eles deixaram o carro, celular e carteira. Mas não há indícios de que tenha sido vingança ou outro motivo."O crime aconteceu às 21h20. Matarazzo tinha acabado de chegar a sua casa num Mitsubishi Pajero preto. Ao sair do carro, foi abordado por dois homens. Houve discussão e, em seguida, um dos ladrões efetuou dois disparos. Após os tiros, os dois fugiram. Matarazzo foi levado com vida ao Hospital do Tatuapé, mas não resistiu e morreu. Ele foi atingido no peito e na cabeça. O executivo morava com a mãe, que estava no 2º andar no momento do crime. Após ouvir disparos, ela foi para a janela e viu o filho caído. Nesse momento, vizinhos apareceram. Uma delas disse à polícia ter escutado Matarazzo e os ladrões discutirem. Após os disparos, chamou a PM.Matarazzo foi sepultado no fim da tarde de ontem no Cemitério do Morumby, zona sul. Estiveram na cerimônia parentes e colegas de trabalho. O silêncio quase total só foi quebrado pelo barulho das pás. A mais abalada era a irmã de Matarazzo, que chorava abraçada a parentes. O inquérito foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), onde será investigado.

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