Diretor do Depen confirma plano de fuga de Abadía e Beira-Mar

Segundo Wilson Damásio, serviço de inteligência do Depen capturou primeiros indícios do plano e acionou a PF

05 Agosto 2008 | 23h12

O diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Wilson Damásio, confirmou nesta terça-feira ao Estado que o objetivo final dos planos dos traficantes Juan Carlos Ramirez Abadía e Fernandinho Beira-Mar era mesmo "garantir a fuga do presídio federal de segurança máxima em troca da libertação de autoridades feitas reféns".  Segundo Damásio, o serviço de inteligência do Depen, que funciona dentro do presídio de segurança máxima de Campo Grande (MS), capturou os primeiros indícios do plano tramado pelos traficantes. "Foi então que chamamos a Polícia Federal, que desenvolveu toda a operação de monitoramento dos dois e descobriu o que eles queriam fazer. Nosso setor de inteligência trabalhou com a PF no monitoramente especial dos visitantes de Abadia e Beira-Mar". Damásio disse que "a quadrilha trabalhava em três frentes", e esperava o momento oportuno para executar uma das três opções. "Planejavam uma invasão do presídio, seguida de um resgate; admitiam atacar a escolta que costuma levar os presos em comboio para as audiência no Judiciário. Se fosse necessário, admitiam até mesmo o seqüestro de juízes ou secretários do governo para trocá-los pelos líderes da quadrilha (Abadia e Beira-Mar)". O senador Magno Malta (PR-ES) pediu nesta terça-feira proteção policial para sua família depois de anunciar que um informante disse que o traficante Fernandinho Beira-Mar estaria planejando seqüestrar seus filhos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.