Diretor do Detran sabia do esquema desde fevereiro

Entre as medidas anunciadas pela diretoria do Detran para combater a fraude nas digitais nenhuma delas faz referência ao chamado "dia do provedor". A prática, no entanto, é de conhecimento dos integrantes do departamento, como demonstra o Inquérito 314/08 da Divisão de Crimes de Trânsito (DCT).Ao tomar conhecimento em fevereiro do escândalo das digitais, o diretor do Detran, Ruy Estanislau Silveira Mello, enviou ofício ao delegado Nelson Silveira Guimarães, então diretor da DCT, para que verificasse o que fazer com o casos de fraude na capital, pois a Ciretran da cidade é de responsabilidade do Detran. O Estado revelou casos de fraude na capital e no interior em março.Quanto às irregularidades nos demais municípios da Grande São Paulo e do litoral, Mello mandou dois ofícios ao delegado-geral, Maurício Lemos Freire, informando o chefe da Polícia Civil sobre o escândalo nessas regiões. Era dia 27.Nelson Guimarães opinou pela abertura de investigação na DCT para apurar os casos de São Paulo e solicitou que fossem abertas investigações no litoral e nos demais municípios da Grande São Paulo para os casos nas outras 45 cidades. Seis dias depois, Mello concordou com a proposta de seu subordinado e determinou a abertura de investigação. As primeiras providências, como a identificação dos donos de auto-escola e motoristas beneficiados, foram tomadas antes da abertura formal do inquérito, o que só ocorreu em 2 de junho.

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