Diretor e funcionários de Bangu 1 continuam em seus cargos

O diretor geral do Departamento de Sistema Penitenciário (Desipe), Edson de Oliveira, disse hoje que, por enquanto, o diretor de Bangu 1, Durval Pereira de Melo, continuará no cargo, apesar da ordem judicial que o afastou, assim como a todos os 98 funcionários do presídio. Ele acredita que será difícil encontrar um novo diretor para a unidade, já que todos têm medo de assumir o cargo desde que a diretora Sidnéia Santos de Jesus foi assassinada, em setembro de 2000. A juíza Sônia Maria Garcia Gomes Pinto, da 1ª Vara Criminal de Bangu, havia determinado o afastamento do diretor e dos servidores em função da suspeita de conivência deles com a atuação do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, que negociava compra e venda de drogas e armas em favelas, utilizando-se de telefones celulares. As conversas do traficante foram gravadas pelo Ministério Público. Ontem de manhã um grupo do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da PM e dois promotores realizaram uma revista no presídio, e encontraram dentro do cofre da Sala de Custódia, ao lado do gabinete do diretor, telefones celulares, dinheiro, munições calibre 38, além de papéis e cartas. Segundo Oliveira, celulares e drogas são introduzidos nos presídios escondidos dentro das vaginas das mulheres que visitam os presos. O diretor afirmou ainda que os detectores de metal estão quebrados.

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