Diretora da Anac passa por constrangimento na CPI do Apagão

Na entrevista, Denise Abreu afirma que Plano Diretor para aeroporto estava aprovado; à CPI, ela desmente

Renata Veríssimo, do Estadão,

16 de agosto de 2007 | 15h11

A diretora da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Denise Abreu, passou por um constrangimento na CPI do Apagão Aéreo do Senado nesta quinta-feira, 16. O relator da CPI, senador Demóstenes Torres(DEM-GO), reproduziu uma entrevista concedida por ela à Band FM, na qual o jornalista Ricardo Boechat, ao citar a gravação da entrevistada, afirma que ela, Denise, representa a "bandalheira do país" e lembra o episódio mostrado pelo Estado em que ela aparece fumando charuto em uma festa.   A festa aconteceu no dia do acidente da Gol, em 29 de setembro de 2006, quando 154 pessoas morreram. Nesta mesma entrevista, Denise Abreu afirma que o Plano Diretor para o aeroporto de Ribeirão Preto foi aprovado rapidamente para tirar parcela da carga de Guarulhos.   Nesta quinta, durante o seu depoimento à CPI, Denise afirmou que o Plano Diretor não estava aprovado. Ela explicou que a entrevista à rádio foi concedida dentro de um contexto, quando havia uma pressão dos controladores de vôo, no final de 2006, para transferir parte dos vôos de Congonhas e do Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), em Guarulhos.   Denise disse que a Anac tem estudos desde o início de 2006 para tirar um pouco da carga dos aeroportos de Guarulhos e Viracopos. Ele defendeu, no entanto, que essa carga continua no Estado de São Paulo. "Pessoalmente eu defendo que a carga fique em São Paulo, porque seria danoso para todo o mercado transferir de São Paulo para outro Estado. "Existem outras alternativas em São Paulo que não em Ribeirão Preto", declarou a diretora da Anac.   CORREÇÃO: Por equívoco, atribuiu-se à jornalista Monica Bérgamo, da Folha de S. Paulo, a afirmação de que a diretora da Anac (Agência Nacional da Aviação Civil), Denise Abreu, representava "a bandalheira do país", em programa veiculado pela Band FM.  O programa, reproduzido hoje na CPI do Apagão Aéreo do Senado, abordou aspectos do acidente com o avião da Gol em 29 de setembro de 2006, em que morreram 154 pessoas.

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