Diretora de escola é morta com dois tiros em SP

A professora Edi Greenfeld, de 52 anos, diretora da Escola Municipal Madre Joana Angélica de Jesus, em Guaianases, zona leste de São Paulo, foi assassinada com dois tiros na cabeça, a 50 metros do colégio. Os traficantes do bairro são suspeitos de terem ordenado a morte da professora, que não se conformava com a venda de maconha e cocaína para os alunos e com o pagamento de pedágio para que as crianças pudessem freqüentar as aulas. "Estamos com boas pistas, e só não prendemos o suspeito no começo da manhã de hoje porque a Polícia Militar atrapalhou" disse o delegado Luiz Bezzerra da Silva, do 44.º Distrito Policial, de Guaianases. Ele também apura a hipótese de vingança.Explicou que seus investigadores tinham indicações do suspeito, que estaria num barraco do Itaim Paulista. "Quando chegamos, a PM já tinha passado e espantou o acusado", afirmou Silva. O assassinato ocorreu por volta das 18h30 de ontem. Edi, após um dia de trabalho, saiu da escola dirigindo seu Corsa. Próximo do colégio, um rapaz aparentando 20 anos encostou no carro, que rodava devagar, e deu dois tiros na cabeça da professora. Edi caiu sobre o volante, foi socorrida pelo vice-diretor e morreu no Pronto-Socorro de Guaianases.Tráfico Os colegas de Edi disseram que a diretora recebeu vários avisos dos distribuidores de drogas. Ela não se conformava com atuação de traficantes na escola. Além de abordar os alunos no fim das aulas, os criminosos entravam no colégio para entregar drogas. Edi reclamou para seus superiores e pediu à Polícia Militar que realizasse policiamento constante.A atitude da diretora teria irritado os "donos" do tráfico do bairro, que também exploram os pontos de cocaína, maconha e crack do Itaim Paulista. "A Polícia Civil está fazendo a sua parte, investigando, apreendendo drogas e mandando traficantes para a cadeia. É preciso que a Polícia Militar faça a dela", queixou-se o delegado.Silva declarou que para policiar o bairro à noite a PM destaca apenas dois carros, com quatro policiais. "Para cuidar das escolas, então, o número de PMs é pequeno". O comando da PM na região leste disse que o policiamento em Guaianases é satisfatório.

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