Diretora do TJ é detida por assalto

Servidora de tribunal, cujo salário-base é de cerca de R$ 7 mil, disse que estava endividada, afirmaram policiais

Andressa Zanandrea e Camilla Haddad, O Estadao de S.Paulo

02 de fevereiro de 2008 | 00h00

Cinco pessoas, entre elas uma mãe e dois filhos, foram presas acusadas de terem assaltado uma família quando voltava de viagem aos Estados Unidos, na noite de anteontem. Uma das envolvidas, Silvia Maria Sansevero, de 50 anos, é funcionária do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo. Em seu crachá consta que ela é diretora de "Serviço em Comissão". Tanto a polícia quanto desembargadores ouvidos ontem pelo Estado confirmaram que Silvia trabalha num setor de informática do Fórum João Mendes, no centro. Como diretora, o salário gira em torno de R$ 7 mil, além dos acréscimos por tempo de serviço. Policiais afirmaram ter ouvido da funcionária do TJ que, apesar do bom salário, estava endividada e, por isso, participou do crime.Segundo a Assessoria de Imprensa do TJ, foi aberto um procedimento administrativo sobre o caso. Se condenada na Justiça criminal, a servidora deve perder o cargo.As vítimas, um casal e a sobrinha adolescente, pegaram um táxi às 22 horas, no Aeroporto de Cumbica, Guarulhos, com destino à Saúde, zona sul de São Paulo. O trio foi dominado por dois homens, um deles armado com um revólver calibre 38, quando entrava num prédio. Os bandidos chegaram num carro claro, não identificado. "Estávamos entrando no prédio, umas 22h50, esperando o porteiro abrir o segundo portão, quando eles surgiram, anunciaram o assalto", conta o taxista Massao Okamura, de 42 anos.A polícia foi acionada pelo motorista, que informou as placas do táxi. O veículo foi localizado e seguido por uma viatura do 12º Batalhão, que o perdeu de vista. Minutos depois, uma ligação ao 190 informava que malas estavam sendo descarregadas de um táxi para um Siena vinho.Por volta das 23h30, policiais do 3º Batalhão encontraram o Siena. O carro, ocupado por cinco pessoas, foi abordado. Segundo o tenente Pedro Hiran, uma mulher, com identidade funcional, desceu do carro e se apresentou como funcionária do Poder Judiciário. Inicialmente, Sílvia negou o crime, mas os pertences das vítimas foram encontrados. No carro, estavam também dois filhos dela, um menor de idade, e outros dois homens, além do revólver calibre 38. O bando confessou que sabia que as vítimas chegariam dos Estados Unidos. Os cinco foram levados ao 97º Distrito Policial, em Americanópolis, e autuados em flagrante.

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