Diretores de prisões do RJ pedem mais segurança pessoal

O assassinato do coordenador de segurança do complexo penitenciário de Bangu Paulo Roberto Rocha, na última quinta-feira, provocou mudança na rotina de diretores de presídios do Estado. Três deles pediram reforço na segurança pessoal nos últimos dias, segundo informações do secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos. Desde a morte de Rocha, o Disque-Denúncia recebeu 14 informações sobre o caso, mas a polícia ainda não tem pistas sobre o assassino.De acordo com Santos, todos os diretores de presídios e coordenadores têm direito a segurança. "O próprio Rocha solicitou o reforço durante algum tempo. Depois do que aconteceu, alguns ficaram mais preocupados", contou. Santos admitiu que ele mesmo mudou seus hábitos. "Já não faço mais minha caminhada no calçadão. Minha segurança é sempre treinada e reciclada", disse.Ele contou que muitos diretores estão ameaçados, inclusive ele próprio. "Nunca recebi uma ligação ou carta, mas o Disque-Denúncia recebe informações sobre quem é a bola da vez", disse. Santos é promotor público e durante sete anos e seis meses foi diretor dos presídios Ary Franco e Ilha Grande, sem nunca ter precisado de reforço na segurança pessoal. "Os tempos eram outros".

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