Dirigente do PV sai em defesa de Marina e compara Plínio a Enéas

Reação é motivada por debate na TV, onde representante do PSOL afirmou que candidata[br]verde é 'ecocapitalista'

Luciana Nunes Leal/Rio, O Estado de S.Paulo

09 de agosto de 2010 | 00h00

Biografia. "No início, fui contra. Mas é um livro-reportagem"        

 

 

 

O PV decidiu reagir ao estilo "franco-atirador" do candidato do PSOL à Presidência da República, Plínio de Arruda Sampaio, adotado no debate da TV Bandeirantes, na quinta-feira passada. Ontem, o presidente do PV do Rio, Alfredo Sirkis, comparou Plínio ao deputado Enéas Carneiro, terceiro colocado na disputa presidencial de 1994 e conhecido pelo bordão "meu nome é Enéas!" Anteontem, Sirkis chamou o candidato do PSOL de "burguês quatrocentão".

"O Plínio quer o voto de protesto de qualquer natureza e disputa o voto de extrema esquerda com o PCO, o PSTU e o PCB. Tem uma atitude "sou contra vocês todos". Está tentando ser o Enéas. Só que o Enéas era de direita", disse o dirigente. Depois de concorrer à Presidência em 1989, 1994 e 1998, Enéas, fundador do Partido da Reedificação da Ordem Nacional (Prona), foi eleito deputado em 2002 e reeleito em 2006. Morreu em 2007.

No debate, Plínio chamou a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, de "ecocapitalista". Foi o que mais irritou os verdes, além da tentativa de igualar a candidata do PV ao tucano José Serra e à petista Dilma Rousseff.

"Chamar a Marina de ecocapitalista foi deselegante. É brincadeira", afirmou Sirkis ontem.

A candidata participou de uma tarde de autógrafos ao lado da jornalista Marília de Camargo César, autora do livro Marina - A vida por uma causa. Sobre as críticas de Plínio, Marina afirmou considerá-las apenas um "estilo" do concorrente do PSOL. "Cada um vê nos outros o que tem dentro de si", comentou

Livro. Ao falar do livro, lembrou a figura paterna. "Cearense natural de Paracuru, meu pai falava muito das carnaúbas (palmeira típica do litoral cearense). Começou a trabalhar aos sete anos. Foi separando os molhinhos de palha que ele aprendeu a contar." Ela diz que o livro não foi feito pensando nas eleições, pois começou a ser elaborado antes de sua candidatura ser definida. COLABOROU CARMEN POMPEU, ESPECIAL PARA O ESTADO

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