Disparam denúncias de erro médico no Pará

As denúncias contra médicos que, no exercício da profissão, praticam erro de diagnóstico ou mesmo na mesa de cirurgia aumentaram 30% em relação ao ano passado no Conselho Regional de Medicina do Pará (CRM-PA). Quinze médicos foram julgados e condenados a penas de censura, advertência confidencial, censura publicada em Diário Oficial e suspensão do exercício profissional.Foram 130 denúncias, mas somente 25% acabaram se transformando em processo por violação da ética. As maiores queixas de pacientes partiram das áreas de ginecologia e obstetrícia, seguidas de anestesiologia, oftalmologia, cirurgia plástica e cirurgias gerais.O presidente do CRM, José Antonio Cordeiro da Silva, justifica que apenas um quarto das denúncias apresentavam provas suficientes para a abertura de processo. As que foram rejeitadas eram carentes de documentos ou provas testemunhais. "As condições de trabalho dos médicos, principalmente nas maternidades, precisa melhorar para que esses problemas diminuam", disse Cordeiro. Em mais de 50 anos de existência do CRM-PA nenhum médico teve seu registro cassado.O integrante do Comitê Norte de Humanização da Assistência Médica do Ministério da Saúde, psiquiatra Raimundo Geraldo Sales, acredita que a má qualificação profissional, os baixos salários e as más condições das casas de saúde podem provocar "erro do médico".

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