Disputa de poder marca campanha da ex-ministra

Disputas de poder, rede de intrigas e cotoveladas marcam os bastidores da campanha de Dilma Rousseff à Presidência. Preocupado com a brigalhada, que serviu para o PSDB jogar combustível no comitê petista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu ao deputado Antonio Palocci que reforçasse a estratégia para proteger a candidata do PT.

Bastidores: Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2010 | 00h00

O ex-ministro da Fazenda dedicou os últimos dias à tarefa de apagar o incêndio provocado pela notícia de um suposto dossiê contra o candidato do PSDB, José Serra. Tomou café, almoçou e jantou cuidando do assunto.

Palocci passou como relâmpago pela Câmara, na quarta-feira, e seguiu para reunião de coordenação da campanha. Encontrou-se ali com o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, que está ajudando a domar o PT e o PMDB e a montar palanques para Dilma nos Estados. Amigo de Rui Falcão, chefe da comunicação petista, Dirceu acabou escalado para a tarefa de desidratar a crise do dossiê.

Enquadrado por Dilma, o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) desistiu de concorrer ao governo mineiro e anunciará na segunda-feira o apoio a Hélio Costa (PMDB). Mas o fogo amigo contra ele não terminou: uma ala do PT quer afastá-lo, agora, do comando da CAMPANHA.

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