Disputa política fragilizou conselheiros fluminenses

Disputas políticas entre caciques do PMDB do Rio e indícios encontrados pela Polícia Federal de envolvimento de conselheiros com corrupção fragilizaram o Tribunal de Contas do Estado fluminense (TCE-RJ).

Alfredo Junqueira, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2010 | 00h00

Alvo da Operação Pasárgada da PF, em 2008, o TCE-RJ teve três conselheiros indiciados por corrupção passiva, formação de quadrilha, peculato e advocacia administrativa: José Gomes Graciosa, ex-presidente do órgão, Jonas Lopes de Carvalho e José Nader. Eles teriam recebido propina da consultoria Grupo SIM para aprovar contas de municípios que contratavam a empresa. Todos negam as acusações.

A Alerj instaurou uma CPI para apurar irregularidades no TCE-RJ e propôs duas alterações à Constituição do Rio. A primeira dava poderes aos deputados para cassar conselheiros. A outra, que deve ser votada na semana que vem, cria o Tribunal de Contas dos Municípios do Rio, tirando do TCE-RJ a atribuição de analisar as prestações de prefeitos de 91 municípios do Estado.

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