Disputas de metroviários devem deixar Linha 4 para 2007

As batalhas jurídicas entre a Companhia do Metropolitano de São Paulo e os metroviários devem fazer com que a licitação da linha 4 (amarela) pelo sistema de Parceria Público-Privada (PPP) fique para 2007. Esta é a avaliação do diretor do Sindicato dos Metroviários, Manuel Xavier Lemos Filho. Segundo Lemos, a categoria é completamente contra a privatização do serviço e promoverá paralisações, caso o processo avance. Além disso, os trabalhadores estão conseguindo vitórias na Justiça. Na segunda-feira, o desembargador João André D´Vicenzo, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), determinou à Companhia do Metropolitano de São Paulo a suspensão do edital que previa a entrega dos envelopes com as propostas para licitação da linha 4 do Metrô paulista nesta terça-feira. A medida evitou que os metroviários entrassem em greve a partir de hoje. Os metroviários pretendem, agora, pedir, por via judicial, uma nova avaliação do caso ao Tribunal de Contas do Estado (TCE).Preocupações dos funcionáriosA maior preocupação dos empregados, de acordo com Lemos, é que as empresas vencedoras da PPP não precisem seguir o acordo coletivo dos metroviários firmado com o Metrô.O diretor acredita que a futura operadora da linha vai implantar um sistema todo informatizado, com apenas um funcionário por estação (atualmente são 30). Os salários e benefícios também devem ser cortados. "A operadora privada não precisa seguir o acordo coletivo; ela tem que ter lucro e vai fazer de tudo para isso", declarou. Segundo o sindicalista, a categoria é contrária à privatização de atividades essenciais do transporte público.A concessão da linha 4 receberá investimentos de US$ 340 milhões da iniciativa privada, mas a maior parte (73%, ou US$ 1 bilhão) ficará por conta do Estado de São Paulo. A Linha 4 ligará a estação da Luz à Vila Sônia, com 11 estações em 12,8 km. A previsão de término da primeira fase da obra, já em andamento, é dezembro de 2008. O governo terá financiamento do Banco Mundial e de um pool de bancos japoneses liderados pelo JBIC. Ganha quem oferecer a proposta que desonere mais o Estado. O vencedor terá o direito de operar essa linha por 30 anos.

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