Disque-Denúncia oferece recompensa por acusado de realizar aborto em auxiliar no Rio

Tribunal das Justiça busca informações de acusado que está foragido, após realizar aborto em mulher que foi morta durante o procedimento

Idiana Tomazelli e Tiago Rogero, O Estado de S. Paulo

27 de setembro de 2014 | 11h37

 RIO - O Disque-Denúncia vai oferecer uma recompensa de R$ 1 mil a quem fornecer informações que levem à localização de Carlos Augusto Graça de Oliveira, um dos acusados de ter realizado o aborto na auxiliar administrativa Jandira Magdalena dos Santos Cruz, morta durante o procedimento. O Tribunal de Justiça do Rio já decretou a prisão temporária do suspeito, que está foragido. Até o momento, o disque-denúncia já recebeu 35 ligações sobre o caso.

Jandira, de 27 anos, estava desaparecida desde 26 de agosto, quando saiu de casa para fazer um aborto em uma clínica clandestina. Seu corpo foi encontrado carbonizado em Guaratiba, na zona oeste do Rio. O exame de DNA confirmou que o corpo era mesmo da auxiliar, segundo divulgou a Polícia Civil na última terça-feira, 23.

Oliveira já tinha em seu histórico acusações por homicídio, aborto provocado por terceiros, aborto e falsa identidade. Além dele, tiveram a prisão temporária (por 30 dias) decretada  Marcelo Eduardo Medeiros, Mônica Gomes Teixeira, Rosemere Aparecida Ferreira e Vanuza Vais Baldacine, todos acusados de envolvimento no desaparecimento de Jandira.

Segundo a polícia, Rosemere organizava clínicas de aborto móveis, mudando o local da prática de tempos em tempos. De acordo com o juiz que proferiu a decisão, a custódia é necessária para garantir a ordem pública. O caso é investigado pela 35ª Delegacia de Polícia (Campo Grande).

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