Distintivo salva policial de tiro no peito

O investigador Maurício Correa de Arruda levou um tiro no peito nesta madrugada, na direção do coração, mas já estava em casa com a mulher à tarde. O hábito de carregar a carteira com o distintivo da polícia e cartões de crédito no bolso, sobre o peito, salvou-lhe a vida, pois a bala se estilhaçou no choque.O policial estava no restaurante Boas Novas, na Rua Conselheiro Ramalho, no centro de São Paulo, quando o autor do disparo, um ladrão, entrou no lugar com um comparsa. A dupla anunciou o roubo. Eram 2 horas. Arruda, que estava de folga, reagiu. Começou, então, o tiroteio.Cerca de 15 tiros foram disparados de ambos os lados. Arruda, de 45 anos, sentiu o impacto no peito, e teve a impressão de ter baleado um dos assaltantes. De fato, marcas de sangue foram encontradas não só dentro do bar, onde estava o policial, mas também fora, próximo a um poste.Sua carteira com o distintivo perfurado e cinco cartões de crédito quebrados pelo impacto da bala foi apreendida pelo 5.º Distrito Policial. "Ele fez o que todo bom policial faria: diante de um crime, interveio e tentou prender os bandidos", disse Enjolras Relo de Araújo, delegado titular do 35.º DP, onde o investigador trabalha no plantão.

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