Distritais escolhem hoje novo governador do DF

Além de Wilson Lima, que ocupa interinamente o cargo, outros quatro deputados disputam a vaga de Arruda

Carol Pires, BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

Cinco meses depois de deflagrada a maior crise política dos 50 anos da história de Brasília, será escolhido, hoje, o 20.º governador da cidade por eleição indireta. O eleito sucederá José Roberto Arruda. Acusado de ser o mentor do "mensalão do DEM", Arruda teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral por infidelidade partidária.

Os aliados de Wilson Lima (PR), governador interino e candidato a governador-tampão, contabilizam entre nove e 11 votos. Os demais deputados estão divididos entre outras quatro chapas. "Se o Wilson Lima não ganhar no primeiro turno, não ganha mais", diz o deputado Paulo Tadeu (PT).

A avaliação de Tadeu é corroborada pelo fato de que o PT, se não conseguir passar para o segundo turno com o candidato dele, Antônio Ibañez, votará em peso no candidato que enfrentar Wilson Lima. A briga contra Joaquim Roriz é o que também orienta os petistas.

A dúvida é quem será o candidato capaz de conseguir votos para ir para o segundo turno com Lima. Rogério Rosso, do PMDB, é o favorito. Além dos três deputados do PMDB que são votos garantidos, o deputado Aguinaldo de Jesus (PRB) pode desistir da candidatura para apoiar Rosso e levaria dois apoiadores. Já o PT tem cinco votos garantidos.

Intervenção. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, defendeu ontem a intervenção no Legislativo do DF, mas não o seu fechamento. Em parecer encaminhado ao STF, a pedido de Gilmar Mendes, Gurgel afirmou que durante o período de intervenção atuaria, mas com atribuições limitadas. Não poderia, por exemplo, tratar de assuntos orçamentários.

"A Procuradoria sugere que se restrinja a pauta, excluindo questões orçamentárias, aumento de gastos públicos, transferências de recursos e quaisquer assuntos relativos a servidores públicos bem assim prerrogativas ou vantagens dos membros do Legislativo, exceto se, a critério fundamentado do interventor, tratar-se de matéria urgente e relevante", disse.

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