Diversidade marca a comemoração

Samba, rap, rock, hip hop, axé e MPB estiveram presentes no cardápio de atrações no aniversário da cidade

Silvia Song e Vitor Hugo Brandalise, O Estadao de S.Paulo

26 de janeiro de 2009 | 00h00

Os shows em comemoração ao aniversário de São Paulo tiveram a marca da cidade: a da diversidade. No palco principal, montado no Vale do Anhangabaú, houve apresentações de samba, rap, rock e hip hop, iniciadas no sábado à noite, seguidas dos shows de Seu Jorge e Diogo Nogueira, na madrugada de ontem, e de Natiruts e CPM 22, ontem à tarde. Arenas paralelas com DJs de tecno e samba rock completavam a mistura. Em meio à variedade de tipos no local, a desempregada Márcia Ribeiro da Silva, de 33 anos, observava tudo sem tirar o olho dos pequenos Vitor, Luiz e Talita. "É um grande presente para São Paulo, dá para se divertir bastante mesmo não sendo de nenhuma tribo."No Parque Independência, no Ipiranga, zona sul da capital, a festa começou às 16 horas com apresentação do Hino Nacional - interpretação de gala, executada pela Orquestra Sinfônica Arte Viva, com regência do maestro Amilson Godoy e participação de João Carlos Martins. Depois, a festa ficou por conta de artistas como Lulu Santos, Daniela Mercury, Roberta Sá e Paula Lima. A organização do evento estima que cerca de 35 mil pessoas assistiram aos shows.Sentados numa das colinas gramadas do Parque, o casal Osvaldo e Joseane de Oliveira curtia sua primeira festa de aniversário da cidade - há quatro meses, deixaram a pequena Nossa Senhora da Glória (SE) em busca de oportunidades. "É uma loucura, mas uma loucura gostosa, que vicia", disse Osvaldo, torneiro mecânico numa fábrica da Água Funda. "Fizemos questão de sair cedo de casa para comemorar o dia aqui."De férias na cidade pelo terceiro ano consecutivo, o delegado Rogério Ferreira e a assistente social Silvana Uchoa, ambos piauienses de 43 anos, eram só elogios. "Gostamos muito de São Paulo. Aqui fomos muito bem acolhidos."PICHAÇÃOO painel pintado pelo grafiteiro Eduardo Kobra na Avenida 23 de Maio de presente para a cidade amanheceu pichado. "Nesta madrugada estragaram uma parte do trabalho, o que é uma pena porque está uma beleza", lamentou Andrea Matarazzo, secretário de Coordenação das Subprefeituras. Kobra não quis comentar. "Prefiro não falar nada. Estou triste", disse o artista, que recuperou a obra ao longo do dia de ontem. Queima de fogos abriu os 455 anosNo Vale do Anhangabaú, o público acompanhou apresentações musicais, iniciadas na noite de sábado, e queima de fogos, à meia-noite. Pelo palco passaram cantores como Seu Jorge e Diogo Nogueira e as bandas Natiruts e CPM 22.Missa na Sé teve protestosÀs 10h, o arcebispo d. Odilo Scherer e o núncio apostólico d. Lorenzo Baldisseri celebraram missa na Catedral da Sé. Manifestantes protestaram contra o prefeito Kassab, reclamando da falta de moradia.No Bexiga, bolo menor e grafitadoEm vez do tradicional bolo de 455 metros, um grafite pintado no chão por 40 artistas e um bolinho de 4,55 m marcaram a festa no Bexiga. Três atrações musicais e dois abraços simbólicos completaram os festejos. O músico Joaquim Miguel de Oliveira aprovou a novidade. "Sem o bolo ficou mais civilizado."Show agita 35 mil no Ipiranga Cerca de 35 mil pessoas estiveram no Parque da Independência, no Ipiranga, para assistir aos shows de Lulu Santos, Daniela Mercury, Tony Garrido, Roberta Sá. A festa começou às 16h, com o Hino Nacional interpretado por orquestra regida pelo maestro Amilson Godoy. Além de repertório próprio, os artistas tocaram clássicos paulistanos, como Saudosa Maloca, de Adoniran Barbosa.Um pelotão laranja na EstaiadaA Ponte Estaiada foi tomada ontem por um pelotão laranja a postos sobre duas rodas. A concentração começou cedo. Mais de 5 mil ciclistas participaram da primeira Bike Tour SP, em homenagem à cidade. Eles pagaram R$ 183 para fazer parte da festa - e saíram presenteados com uma bicicleta de 18 marchas, capacete, camiseta, bomba para encher pneus e isotônico. A largada foi às 9h30, dez minutos antes do previsto. Dali, os ciclistas seguiram por cerca de 10 km em direção à USP. Esse tipo de bicicletada foi "importado" de Portugal, onde existe há quatro anos. Para a sua realização, a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), fechou a ponte das 23 horas de sábado até às 11h30 de ontem.

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