Divulgado retrato falado do suspeito de matar menina no PR

Corpo de garota de 9 anos foi encontrado dentro de mala em Curitiba, 2 dias após desaparecer indo ao colégio

Fabiana Marchezi e Julio Cesar Lima, estadao.com.br e O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2008 | 14h33

A polícia divulgou nesta sexta-feira, 7, o retrato falado do suspeito de ter matado a menina R. M. L. O. G., de 9 anos, em Curitiba, no Paraná. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o suspeito é moreno claro ou queimado de sol, aparenta ter mais de 50 anos, tem cabelos escuros, olhos claros, 1,68 metro de altura e cerca de 70 quilos. No dia do crime, ele utilizava camisa branca, jaqueta marrom, calça jeans e sapatos.   Veja também: Menina encontrada morta no PR pode ter sido vítima de abuso   A descrição apresentada pelo delegado chefe da Delegacia de Homicídios, Jaime Luz, foi o resultado, segundo ele, de variados depoimentos colhidos principalmente entre comerciantes da região, além de outras fontes que ele preferiu não divulgar. Um dos principais focos foram os vendedores de malas que atuam próximos a Rodoferroviária e na Praça Rui Barbosa, no centro, local onde a menina descia para ir ao colégio, Instituto de Educação Erasmo Pilotto.   "Foram ouvidas centenas de pessoas nesses dias, além de outras que fizeram denúncias anônimas ou contribuíram com outras informações. Estamos empenhados em desvendar esse crime bárbaro e o culpado será preso e punido", disse Jaime.   A garota desapareceu na última segunda-feira, 3, quando deixava a escola e seu corpo foi encontrado na madrugada de quarta-feira, 5, dentro de uma mala abandonada na rodoviária da cidade, com sinais de violência sexual e estrangulamento.   Pela manhã, cerca de mil pessoas, segundo a Polícia Militar, participaram de uma caminhada pela paz para pedir agilidade nas investigações. O pai de R., Michael Genofre, agradeceu o apoio dado pela população, principalmente entre os colegas de sua filha, mas não quis comentar sobre a divulgação do retrato falado, pois considera mais prudente "não comentar nada agora, para não correr o risco de atrapalhar as investigações".   Atualizado às 18h13 para acréscimo de informações

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