Divulgar ações da PF interessa à sociedade, diz Lacerda

Segundo o diretor-geral da PF, escutas telefônicas representam menos de 1% do trabalho de investigação

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

29 Agosto 2007 | 18h50

O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Paulo Lacerda, defendeu nesta quarta-feira, 29, a instituição das acusações que sofre, entre as quais as de fazer pirotecnia e de exagerar nas buscas em escritórios e nas escutas telefônicas em suas investigações. Durante palestra na Federação das Associações Comerciais e de Serviços do Rio Grande do Sul (Federasul), em Porto Alegre, Lacerda afirmou que as críticas não se sustentam. "Desvio de milhões dos cofres públicos é fato", sustentou, para explicar que, nesses casos, a divulgação de informações interessa à sociedade.O diretor-geral destacou ainda que as escutas telefônicas, sempre autorizadas pela Justiça, correspondem a menos de 1% do trabalho da investigação, assim como o porcentual de buscas em escritórios de advocacia e de contabilidade, que não citou, mas que qualificou de "ínfimo" e necessário para identificar quem faz engenharia financeira para enviar recursos legais para o exterior. O diretor-geral justificou o uso de grande aparato bélico em situações em que isso desestimula reações e evita confrontos armados.Ao abordar as relações com a imprensa, Lacerda atribui o vazamento de informações mais à percepção dos jornalistas pela grande movimentação logística do que à liberação antecipada de notícias. Para outra acusação, de que haveria cerceamento de defesa de presos, Lacerda lembrou que é difícil entregar a cem advogados, no mesmo dia, processos com 200 volumes. Mas informou que a Polícia Federal começa a se preparar para isso, fazendo cópias em arquivos eletrônicos para entregar a todos os defensores dos presos simultaneamente.

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