DNA poderá desvendar morte de casal de americanos

Especialistas em DNA descobriram que o material recolhido debaixo das unhas da norte-americana Michelle Staheli, morta no dia 30 de novembro em casa, junto ao marido, o executivo Todd, é de um homem, que pode ser o assassino. O resultado exclui o marido e os filhos do casal como donos do material genético. Os especialistas também concluíram que os vestígios de sangue encontrados no carro do motorista da família, Sebastião Moura, não são do casal morto. O laudo, parcial, foi entregue nesta segunda-feira pelo diretor do laboratório de DNA da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Elizeu Fagundes Carvalho, ao promotor Homero Freitas Filho.Com a ajuda de uma assistente, Carvalho está analisando 31 amostras enviadas pela perícia. Já terminou de examinar quatro: material recolhido das unhas de Michelle e do carro de Moura - um guardanapo que estava num pequeno saco usado para colocar lixo e vestígios encontrados no câmbio e no volante. O resultado do estudo das outras 27, que não são necessariamente de sangue, não deverá ser divulgado este ano, segundo o promotor. De posse dos resultados, ele disse que o motorista "pode e deve fornecer material para exame de DNA", para tirar qualquer dúvida da polícia. "Ele não é obrigado e até agora tem cooperado com tudo", disse. Freitas disse ainda que todos que circularam pela casa dos Staheli devem ceder amostras.

Agencia Estado,

22 de dezembro de 2003 | 22h21

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