DNA vai apontar quem participou da chacina, em Goiás

Sete pessoas foram assassinadas em uma fazenda em Doverlândia, no dia 28 de abril

Rubens Santos, Agência Estado

07 de maio de 2012 | 19h08

GOIÂNIA - A Polícia de Goiás não acredita na versão de Aparecido Souza Alves, de 23 anos, que disse ter agido sozinho na chacina de Doverlândia, quando sete pessoas foram mortas em na fazenda N.S. Aparecida, a 456 quilômetros de Goiânia. As vítimas foram assassinadas no dia 28 de abril.

"Acreditamos que ele (Aparecido) é o principal criminoso mas, outras pessoas participaram do crime", disse a delegada Adriana Accorsi, diretora da Policia Civil de Goiás que comanda as investigações. "O Aparecido Alves falou (durante depoimento) que o pai dele, e um sobrinho do fazendeiro, participaram da chacina", explicou.

Para agilizar as investigações, a polícia investe numa prova técnica - a busca de filamentos de DNA nos corpos das vítimas, de Aparecido Alves, e dos demais suspeitos de participar dos assassinos.

Com os traços de DNA, a Polícia também busca determinar o autor do estupro de Tâmis Marques Mendes da Silva, de 24 anos. Aparecido confessou ter estuprado e assassinado a jovem.

Na noite do último sábado de abril, foram mortos Lázaro de Oliveira Costa (57), dono da fazenda; o filho do fazendeiro, Leopoldo Rocha Costa (22); o vaqueiro Heli Francisco da Silva (44), mais um casal de visitantes: Joaquim Manoel Carneiro (61), sua mulher Miraci Alves de Oliveira (65), o filho do casal, Adriano Alves Carneiro (24) e a noiva dele, Tâmis Marques Mendes da Silva (24).

A Polícia Civil faz nova reconstituição da cena do crime, nesta terça-feira, 8, pela manhã no local do crime.

Presos. Aparecido Alves segue preso, na Delegacia de Investigações de Homicídios em Goiânia (DIH). Hoje, a Justiça de Goiás manteve a prisão dele e mais três pessoas suspeitas de participação no crime: Alcides Batista Barros, Célio Juno Costa da Silva e um pastor identificado por João Batista. Dois soldados do Exército, Leandro e Daniel, tidos como suspeitos de participação na chacina, estão sob custódia do Exército Brasileiro.

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