Do apartheid à democracia sul-africana

Nelson Mandela fez história ao conduzir a África do Sul do apartheid à democracia. Apostando no carisma pessoal e em sua capacidade de negociação, evitou que o país mergulhasse em uma guerra civil durante a transição. Recebeu o Nobel da Paz e se tornou o primeiro presidente sul-africano negro. Mas, por trás da pacata fisionomia, se esconde um ativista de passado violento.

CRISTIANO DIAS BARBOSA, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2010 | 00h00

Até 1961, quando fundou o Umkhonto we Sizwe (MK), ele havia defendido a resistência pacífica contra o regime segregacionista branco. A mudança ocorreu após o Massacre de Sharpeville, quando a polícia matou 69 jovens negros. Como comandante do MK, ajudou a organizar ataques à bomba contra instalações do governo. O grupo foi classificado como organização terrorista.

Mandela foi acusado de 193 atentados. Condenado à prisão perpétua, em 1964, passou 27 anos na cadeia. Foi solto em 1990.

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