Do lado de fora de Bangu3, parentes esperam por notícias

Mulheres de detentos cercaram há pouco carros oficiais do governo fluminense que saíam do Complexo Penitenciário de Bangu, onde presos do presídio Dr Serrano Neves (Bangu 3) mantêm 38 reféns há 50 horas. Elas queriam informações e pediam o fim da rebelião. Parentes de reféns também cercaram policiais militares, exigindo alguma informação sobre seus familiares. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Josias Belo, chegou há pouco ao presídio e criticou a medida do secretário de Administração Penitenciária, Astério Pereira dos Santos, de retirar os guardas penitenciários de Bangu 3. ?O governo improvisa na questão do sistema penitenciário. É verdade que os agentes são movidos pelo emocional, e por isso vamos aceitar passivamente essa decisão, mas o agente é o especialista na custódia de presos.? Belo negou que tenha havido conivência de agentes na tentativa de fuga que originou o motim, na manhã de terça-feira, quando presos dominaram guardas penitenciários que faziam a escolta de detentos. ?O problema é que, em Bangu 3, 300 presos transitam livremente, porque trabalham na cozinha e outros setores. Foi assim que chegaram perto dos guardas.? Para ler mais sobre a rebelião em Bangu 3: » No terceiro dia da rebelião, recomeçam as negociações » Mais um refém é libertado em Bangu 3 » Rebelados de Bangu 3 liberam apenas quatro reféns » Tensão cresce em Bangu. Reféns entram em desespero. » Situação em Bangu 3 é insuportável, dizem refém, pelo celular » Retomadas as negociações em Bangu 3 » Governo do Rio suspende negociações com presos de Bangu 3 » Presos não conseguirão fugir, diz secretário » Operadoras prometem bloquear celulares na área de Bangu

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