Doações de empresas a partidos caem 89% em ano não eleitoral

Contribuições ao PT, PSDB, DEM e PMDB desabaram entre 2008 e 2009, indica prestação de contas entregue ao TSE

Lucas de Abreu Maia e Daniel Bramatti, O Estado de S.Paulo

05 de maio de 2010 | 00h00

As doações de empresas aos quatro principais partidos políticos caíram 89% em 2009, em comparação com o ano anterior, quando houve eleições municipais.

PT, PSDB, DEM e PMDB, juntos, arrecadaram de pessoas jurídicas R$ 15 milhões em 2009, quase R$ 120 milhões a menos que em 2008. A legenda que sofreu a maior queda foi o DEM, de 97% ? há dois anos, o partido tentava reeleger Gilberto Kassab à Prefeitura de São Paulo.

As prestações de contas entregues pelos partidos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostram que o calendário eleitoral influencia o ritmo em que as doações são feitas. Em 2008, a arrecadação de recursos se concentrou nos meses anteriores à eleição. Já em 2009 os caixas partidários começam a engordar a partir de outubro, com a proximidade das eleições deste ano.

Em 2009, o PT arrecadou de empresas mais de duas vezes o valor das outras três legendas somadas: R$ 11 milhões, ante R$ 4 milhões no total de PSDB, DEM e PMDB. Andrade Gutierrez e Suzano Papel e Celulose foram as empresas que mais doaram ? R$ 2,5 milhões cada. O PT foi o beneficiário.

As empreiteiras foram responsáveis por 68% dos recursos arrecadados pelas principais legendas. Em 2009, o PSDB recebeu doações de quatro delas ? a maior veio da Queiroz Galvão (R$ 2,166 milhões divididos em três parcelas). Já o PT ganhou dinheiro de 12 construtoras. Além da Andrade Gutierrez, a legenda recebeu doações expressivas da Carioca Engenharia (R$ 1,2 milhão).

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