Doações e erros de digitação são justificativas

Líder do ranking dos deputados federais de São Paulo que tiveram maior evolução porcentual em quatro anos, Paulo Pereira da Silva (PDT) alegou que a maior parte de seu patrimônio foi adquirida com recursos de sua mulher, Elza de Fátima Costa Pereira.

Alfredo Junqueira, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

De acordo com o advogado do deputado, Antonio Rosella, três dos sete itens que constam na sua lista de bens entregue ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foram doados para a filha do pedetista. "Não foi evolução patrimonial. Trata-se apenas de uma operação contábil", disse Rosella.

A assessoria de Vadão Gomes (PP) informou que os dados de sua declaração ao TSE em 2006 estão errados. "Houve erro de digitação no valor da fazenda do parlamentar em Estrela d"Oeste, avaliada em R$ 100 milhões." Também disse que todas as informações constam de sua declaração de Imposto de Renda à Receita.

Terceiro colocado no ranking da evolução patrimonial, Ricardo Tripoli (PSDB) citou os ganhos de seu escritório de advocacia, "que presta serviço há mais de 30 anos na capital paulista".

"Apenas, para exemplificar, a receita do escritório no último ano atingiu pouco mais de R$ 700 mil", explicou o tucano. "Todas as quantias e bens em meu nome estão devidamente registradas no TSE e constam em minha declaração 2010, de domínio da Receita Federal."

O deputado Abelardo Camarinha (PSB) afirmou que o aumento de seu patrimônio, registrado no TSE, decorreu de tragédia pessoal: a morte de seu filho. "Meu filho, de 25 anos, morreu assassinado num assalto, em 2007. Eu recebi cerca de R$ 200 mil do inventário dele. De R$ 100 mil e pouco passei a ter R$ 300 mil. E perdi meu filho. E ainda tenho que dar satisfação para o Brasil inteiro sobre isso", declarou Camarinha. Cândido Vaccarezza (PT) não respondeu às ligações da reportagem.

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