Doações para ministra cresceram 420% em 4 anos

A campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), que conseguiu uma cadeira no Senado no ano passado como representante do Paraná, teve um acréscimo de 420% no volume de doações em relação a 2006, quando concorreu pela primeira vez ao mesmo cargo. Do R$ 1,5 milhão declarado aos tribunais eleitorais em 2006, ela pulou para mais de R$ 7,9 milhões em 2010. Um volume bastante superior ao segundo colocado no Paraná, o senador Roberto Requião (PMDB), que arrecadou cerca de R$ 3 milhões.

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

24 Agosto 2011 | 00h00

Entre os novos colaboradores apareceram os sócios da empreiteira Sanches Tripoloni, que teria cedido um avião para transporte da então candidata e de seu marido, o ministro das Comunicações (na época no Planejamento), Paulo Bernardo, durante a campanha. A empresa tem contrato de cerca de R$ 300 milhões com o Dnit para a construção do Contorno Norte de Maringá, obra com suspeitas de superfaturamento.

Pela declaração à Justiça Eleitoral, Antônio Sanches contribuiu com R$ 170 mil, João Sanches Junqueira deu R$ 170 mil, assim como Paulo Francisco Tripoloni. Mas não foram só eles. Entre os principais doadores, a Camargo Corrêa investiu R$ 1 milhão na candidata. Na eleição anterior não consta o nome da empresa.

A OAS, que na primeira campanha tinha colocado R$ 100 mil, na segunda, contribuiu com R$ 500 mil. A CR Almeida, outra das grandes construtoras, que também não ajudara na primeira campanha, colocou R$ 250 mil em 2010.

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