Doceira dos bombons envenenados alega que queria adiar festa de adolescente

Mulher disse que enviou os bombons porque gastou R$ 7,5 mil que recebeu antecipadamente

Evandro Fadel,

02 Abril 2012 | 12h14

CURITIBA - A doceira Margarete Aparecida Marcondes, de 45 anos, queria adiar a festa de 15 anos de uma adolescente de Curitiba, em razão de ter gasto os cerca de R$ 7,5 mil recebidos antecipadamente, por isso teria enviado bombons envenenados, com a intenção de provocar mal estar na menina. Essa foi a alegação dela em depoimento às polícias de Santa Catarina e do Paraná que, na madrugada de sábado, prenderam-na quando dormia em seu carro em uma rua de Barra Velha, no litoral catarinense.

De acordo com o delegado de Homicídios de Curitiba, Rubens Recalcatti, ela disse que teria se desesperado ao não conseguir a realização de outro evento no qual poderia conseguir dinheiro. "Procurando alternativa, ela se lembrou que, quando mudou para aquela casa em que morava em Joinville, ela foi guardar um material no sótão da casa e lá encontrou pacotes de veneno tipo chumbinho", afirmou o delegado. "Pensando em sair daquela situação, veio na cabeça dela de fazer doces e colocou aquele veneno."

Em Curitiba, pediu para um taxista entregar a caixa na casa da menina, o que foi feito no dia 12 de março. A adolescente e outros três amigos comeram os brigadeiros e precisaram de internamento hospitalar. Segundo a polícia, a doceira contou que, ao saber do estado grave dos adolescentes e da repercussão do ato, decidiu contar ao marido, mas na hora não teria tido coragem. Por isso, teria acertado sua nuca com um instrumento que usava para fazer os doces, o que fez com que ele desmaiasse. Em seguida deu-lhe outros golpes pelo corpo. O marido continua internado em um hospital de Joinville.

Depois disso, ela fugiu e dormia no próprio carro, do qual a polícia já tinha as descrições. Para tentar despistar a polícia, ela redigiu uma mensagem de texto e, sem querer, enviou para toda a lista de sua agenda telefônica, dizendo que o marido estava morto na casa e que ela estava dopada e também seria morta. No Paraná, ela responderá por quatro tentativas de homicídio, e, em Santa Catarina, por lesão corporal grave.

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