Documentos falsos foram apresentados no emprego

Na pele de Aldo José da Silva, nome que lhe concedeu "ficha limpa", o pai de Eloá, Everaldo Pereira dos Santos faz parte do quadro de 5 mil vigilantes da Power Segurança e Vigilância, com sede na capital. Usou a identidade adulterada para trabalhar. Segundo a empresa, não havia por que desconfiar do funcionário, já que ele apresentou também o certificado do curso de formação de vigilantes, concedido pela Polícia Federal. "A emissão desses documentos tem de ser vista com os órgãos competentes", afirmou Anderson Lara, assessor da diretoria da Power - braço de segurança patrimonial do Grupo Tejofran. No emprego, Everaldo recebe quase R$ 1 mil mensais, registrados em carteira. Foi contratado quando a empresa prestava serviço em Santo André para a CDHU. Começou trabalhando ali e, na metade de 2005, foi remanejado. Segundo vizinhos, ele trabalhou como vigilante da Escola Cora Coralina. A empresa diz que vai colaborar nas investigações. "Se comprovado, o contrato dele será encerrado", afirma Lara, destacando que nenhuma empresa de vigilância pode contratar pessoas com antecedentes criminais.

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