Márcio Fernandes/Estadão
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Dois detentos são assassinados no Complexo de Pedrinhas, em São Luís

João Altair Oliveira Silva, de 18 anos, foi encontrado morto com perfurações pelo corpo; Wesley Sousa Pereira, de 23 anos, foi enforcado dentro da cela

Ernesto Batista, Especial para O Estado

14 de abril de 2014 | 11h45

SÃO LUÍS - Dois detentos foram encontrados mortos neste fim de semana no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís. Com estes dois registros sobe para seis o número de presos mortos nas oito prisões que compõe o complexo prisional maranhense e chega a nove o número de detentos mortos no sistema prisional do Maranhão em 2014.

Segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), já chega a 65 o número de detentos assassinados em Pedrinhas desde o início de 2013.

Neste fim de semana, João Altair Oliveira Silva, de 18 anos, foi encontrado morto pelos monitores no corredor da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ), com perfurações pelo corpo. Na tarde do dia seguinte, Wesley Sousa Pereira, de 23 anos, foi encontrado enforcado dentro da cela 14 do bloco D, no presídio São Luís I. Ele havia sido preso, acusado de envolvimento com o tráfico de drogas.

Dentre os seis presos mortos em Pedrinhas este ano apenas João Altair não foi assassinado por enforcamento ou estrangulamento. Assim como Wesley, os outros quatro presos foram executados por asfixia. A hipótese mais provável é que os seis presos mortos em Pedrinhas sejam vítimas da guerra entre facções criminosas pelo controle das oito casas de detenção que compõe o complexo penitenciário.

Também não estar descartada a possibilidade de que os detentos tenham encontrado na execução de companheiros uma forma de aliviar a superlotação das celas, uma vez que há cerca de 2.200 presos no complexo quando a capacidade seria para receber apenas 1.770 detentos.

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