Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Dois ex-policiais militares são condenados por chacina no Rio

Policiais foram condenados a 480 e 543 anos de prisão pela morte de 29 pessoas na Baixada Fluminense

Agência Brasil,

16 de setembro de 2009 | 10h23

Foi decretada na madrugada desta quarta-feira, 16, a prisão de mais dois envolvidos na Chacina da Baixada Fluminense, em março de 2005, quando 29 pessoas foram mortas a tiros por um grupo de extermínio formado por policiais militares, nos municípios de Nova Iguaçu e Queimados.

 

A juíza da Quarta Vara Criminal de Nova Iguaçu, Elizabeth Louro, condenou os ex-policiais militares Júlio César do Amaral de Paula e Marcos Siqueira Costa, a 480 e 543 anos de prisão, respectivamente, por homicídio qualificado e formação de quadrilha. No entanto, eles não poderão cumprir mais de 30 anos, a pena máxima permitida pela legislação brasileira.

 

Outro acusado que respondia apenas por formação de quadrilha no crime, o ex-policial Ivonei de Souza, teve a absolvição pedida pelo Ministério Público por falta de provas que o incriminassem, o que foi atendido pela juíza. Os três foram os últimos a serem julgados pelo crime.

 

Em 2006, o soldado Carlos Jorge de Carvalho foi condenado a 543 anos. Em 2007, o cabo da Polícia Militar José Augusto Moreira Felipe foi condenado a 542 anos pelos mesmos crimes. O soldado Fabiano Gonçalves Lopes foi condenado a 7 anos de prisão por formação de quadrilha.

 

O sétimo acusado de ter participado da chacina, o cabo Jorge Simão, foi assassinado em outubro de 2006, a caminho da Quarta Delegacia de Polícia Judiciária Militar, na zona oeste do Rio, quando ia depor sobre o caso.

 

As 29 vítimas não tinham antecedentes criminais e foram assassinadas enquanto conversavam na porta de casa ou andavam pelas ruas. Entre elas havia funcionários públicos, comerciantes, estudantes e crianças.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.