Dois homens são presos por extorquir em nome da polícia

O empresário Raul de Souza Barreto, de 38 anos, e o desempregado Carlos Alberto Ferezim de Almeida, de 20 anos, foram presos em flagrante na noite de terça-feira, 10, acusados de extorsão. Eles tentavam se passar por policiais civis do 55º DP (Parque São Rafael) para extorquir R$ 20 mil do M.S., alvo de inquérito policial por estelionato. A dupla foi presa depois que o advogado da vítima da extorsão procurou a delegacia para conversar com os policiais e se inteirar do que estava acontecendo. Indignado com o uso indevido do nome da delegacia, o titular Renato Ferreira orientou o advogado a fingir que pagaria a propina para prender os acusados que se passavam por policiais. O encontro para o pagamento foi marcado em frente a uma loja de roupas de um shopping na zona norte da capital paulista. O combinado era que um rapaz com capacete na mão buscaria o envelope de dinheiro. Quando o motoboy Rodrigo dos Santos Ferreira apareceu com as características descritas pelos falsos policiais, ele foi preso. Interrogado, contou à polícia que fora contratado apenas para ir buscar o envelope por uma pessoa que o aguardava no estacionamento de um supermercado da Vila Guilherme. No local, os policiais prenderam Carlos Eduardo, assim que ele pegou o pacote das mãos do motoboy. Ele confessou que se passou por um investigador chamado Wilson a pedido de Barreto, que lhe prometeu pagar 10% do valor da extorsão. O rapaz contou que Barreto o esperava na Rodovia Fernão Dias para pegar o pagamento. Ao ser preso no local combinado, Barreto admitiu para os policiais que praticou a extorsão porque M.S.,com quem tinha amizade, estava lhe devendo dinheiro. Os policiais apuraram que Barreto passou a extorquir M.S. depois que soube , por meio de um outro suspeito de estelionato chamado Getúlio, que M.S era alvo de um inquérito policial do 55º DP. "O Getúlio havia sido indiciado naquele inquérito e avisou o M. que ele também seria o próximo. O Raul ouviu o aviso e planejou o crime", afirmou o delegado-titular. Para enganar a vítima, ele contratou o desempregado Carlos Eduardo para se passar pelo investigador Wilson, um dos policiais que atuam na investigação do estelionato. M.S., é suspeito de integrar uma quadrilha de clonagem de cartões de crédito e débito. Barreto e Carlos Eduardo foram levados para o 55º DP, onde foi atuados em flagrante. Ao ser qualificado, Barreto apresentou uma carteira de juiz classista, função extinta na Justiça do Trabalho. "Vamos investigar se a carteira é verdadeira. Se for falsa, ele ainda responderá por falsificação", disse Ferreira. Na quarta-feira, 11, a dupla foi transferida para a carceragem do 49º DP (São Mateus), na zona leste, onde aguardarão uma vaga num Centro de Detenção Provisória.

Agencia Estado,

12 Abril 2007 | 10h46

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