Dois meses tensos em São Paulo

Os últimos dois meses foram de tensão no Estado de São Paulo, em meio a constantes perigos de novos ataques, decisões e planos para isolar os líderes do PCC. Confira:Primeira onda de violência11 de maio: Informada por escutas telefônicas da possibilidade de megarrebelião, a cúpula de segurança opta por transferir 765 coordenadores do Primeiro Comando da Capital (PCC) para a Penitenciária 2 de Presidente Venceslau. A informação ficou restrita ao comando do Estado.12 de maio: Às 16h30, começa em Avaré o primeiro motim. A ordem de lançar os ataques foi dada por celular pelas "torres", os líderes, pela manhã. Há duas linhas de atuação: montar uma megarrebelião e promover atentados contra a polícia. À noite, 15 carros atacam o 55.º DP, no Parque São Rafael.13 de maio: Configura-se a maior ofensiva do crime organizado já registrada no País. Ao todo, 24.472 detentos de 24 unidades prisionais se rebelaram e fizeram 129 reféns. Em 69 atentados, 27 policiais e 1 civil são mortos. O secretário Saulo Abreu diz que a reação era "previsível" e liberou o uso "de armas pesadas". Mas somente neste instante todos os policiais são alertados sobre o ataque do PCC.14 de maio: Em 73 horas, chegam a 73 os presídios rebelados, no maior motim simultâneo da história do País. O comando do crime organizado decide alterar a estratégia e resolve desestabilizar a ordem pública. No início da noite, mais de 40 ônibus são queimados. Em seguida, começam a ser relatados ataques a agências bancárias. Até uma estação de metrô vira alvo. Também começa uma reação mais forte da polícia. Houve 23 agressores mortos, nos 33 ataques registrados em 24 horas. 15 de maio: O PCC determina o fim das rebeliões e a suspensão dos atentados. A ordem é dada após uma conversa entre Marcola e três representantes do governo. Medo e boatos praticamente param São Paulo - deixam de funcionar transporte público, escolas e comércio. Pela primeira vez, há mais agressores mortos nos ataques do que policiais. A OAB ameaça cassar advogados ligados ao crime. A guerra do PCC, em sua primeira fase, termina com 107 agressores mortos.Segunda onda de violência26 de junho: Em São Bernardo do Campo e Diadema, 13 supostos integrantes do PCC são mortos. Segundo a polícia, o bando planejava matar agentes penitenciários do CDP de São Bernardo do Campo.Julho: A cúpula da facção criminosa opta por ampliar os ataques a agentes penitenciários. De lá para cá, 5 funcionários de presídios foram mortos. Outros 2 carcereiros e 1 civil, filho e irmão de agentes, morreram. O segurança de um fórum federal também foi morto em São Paulo, no mesmo dia em que os jornais publicaram um acordo entre o governo estadual e a União para transferir líderes do PCC para o presídio federal de Catanduvas, no Paraná.

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