Dois mil policiais cercam o Complexo do Alemão e há tiroteio

Escolas e comércio da região fecham por conta da troca de tiros nesta quarta

Agencia Estado

27 de junho de 2007 | 14h52

Dois mil homens fazem uma megaoperação no Complexo do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro, na manhã desta quarta-feira, 27. Mil policiais civis de todas as delegacias especializadas, inclusive unidades do interior, e mil policiais militares participam do cerco ao conjunto de favelas, com objetivo de cumprir mandados de prisão, busca e apreensão.A Força Nacional de Segurança continuava cercando os acessos das favelas, onde tiros e explosões de granadas eram ouvidos constantemente; as escolas e o comércio da região fecharam. As tropas de elite da polícia fluminense, como Batalhão de Operações Especiais (Bope) e a Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil, davam apoio à ação.Oficialmente, ainda não havia registros de feridos e de prisões efetuadas. As incursões da Polícia Militar no conjunto de favelas dura mais de cinqüenta dias. Vinte e cinco pessoas já morreram e pelo menos 68 ficaram feridas.Retomada das aulasHá pouco mais de uma semana, depois de mais de um mês sem aulas, devido aos constantes tiroteios entre policiais e traficantes, cerca de 4 mil alunos voltaram à escola, no dia 18, no Complexo do Alemão, onde a polícia realiza ações desde o início de maio.As salas foram improvisadas para receber os 4 mil alunos das escolas do conjunto de favelas do Alemão, que estão fechadas desde o início das operações da polícia, no dia 2 de maio. As aulas, distribuídas em quatro turnos de duas horas para atender à demanda, foram retomadas no Centro Integrado de Educação Pública (Ciep) Gregório Bezerra, no bairro da Penha, na zona norte. Desde o início das operações da Polícia Militar (PM) no conjunto de favelas do Alemão, 23 pessoas morreram e quase 70 ficaram feridas. A operação, deflagrada depois da morte de dois policiais em 1o de maio, vem recebendo reforço de homens da Força Nacional de Segurança, que passaram a ajudar no controle dos acessos ao conjunto de favelas.A atuação da FNS no Estado, prevista para os Jogos Pan-Americanos, foi antecipada a pedido do governo estadual, para ajudar no combate à violência no Estado. O governo do Rio pediu, informalmente, que as tropas federais permaneçam mesmo após o fim dos Jogos.Texto alterado às 11 horas para acréscimo de informações.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.