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Dois morrem em explosão de caminhão-tanque em São Bernardo

Uma grande explosão de um caminhão tanque, nesta segunda-feira, por volta das 17 horas, num terreno que servia de estacionamento para sete carretas, quebrou a rotina da segunda-feira em São Bernardo do Campo. Pelo menos dois adolescentes morreram, um menino e um outro corpo que, desfigurado, não foi identificado até o fechamento desta edição.Duas famílias reclamaram o desaparecimento de dois adolescentes. Um deles, é Edenilson Alves dos Santos, de 12 anos, que poderia ser um dos dois corpos lançados com a violência da explosão.A aproximadamente 200 metros do acidente, o aposentado Manoel Antonio de Freitas, de 65 anos, assistia à TV quando ouviu dois estouros. "A casa tremeu. Quando eu saí, vi um pedaço do tanque pendurado no fio, na porta de casa, e um corpo mais ali na frente". Depois de retirado o corpo a que se referia o aposentado, ainda era possível encontrar pedaços de ossos no local.Próximo ao local da explosão, amigos de Edenilson aguardavam, até o início da noite, alguma informação sobre seu desaparecimento. "Ele empinava pipa com a gente por aqui", disse o colega Felipe Leandro, de 16 anos.ResponsáveisA explosão quebrou vidros e entortou portas nas casas da Rua José Gomes Moreno. "Disseram que não há responsável pelos tanques e que cada morador terá que arcar com seus prejuízos", disse o morador Alex Medina, 29 anos, motorista.Segundo o delegado Paulo Alberto Mendes Pereira, do 3º DP de São Bernardo do Campo, nem o terreno nem o proprietário das sete carretas tanque foram identificados. "As carretas não tinham placas, possivelmente se trata de uma atividade clandestina".O delegado disse ainda que somente a perícia técnica poderá determinar a causa da explosão. Segundo o delegado Pereira, da forma como os corpos foram arremessados é possível deduzir que os adolescentes se encontravam num plano superior, "provavelmente em cima do tanque ou de algum muro ou telhado perto". O outro corpo foi encontrado num ferro velho.A explosão foi tão grande, que pôde ser sentida a distância. "Tomei um susto com o barulho e as coisas tremeram por aqui", disse o frentista Adailton Dias, de 20 anos, que trabalhava num posto de gasolina a dois quilômetros da explosão.Este texto foi alterado às 22h41

Agencia Estado,

08 de maio de 2006 | 20h48

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