Dois negaram presidência do Metrô e Portella segue no cargo

O governador José Serra (PSDB) não tem pressa para definir o nome do novo presidente do Metrô de São Paulo. Por isso, o secretário dos Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, vai acumular a presidência da empresa por tempo indeterminado Vários nomes foram sondados para suceder o ex-presidente Luiz Carlos David, mas já recusaram o convite. Um deles é Renato Viegas, atual diretor de Planejamento e Expansão da Secretaria dos Transportes Metropolitanos. O outro foi o diretor de Operações do Metrô, Conrado Gavra de Souza. Portella assume, assim, o cargo de Luiz Carlos David, que pediu demissão na noite de quarta-feira, 21, desgastado pelo acidente nas obras da Linha 4-Amarela. A avaliação do governo é que Portella é capacitado e conseguirá acumular as funções até que seu substituto, "alguém que conheça muito bem a área", assuma. Na quinta-feira, 22, o secretário não quis falar. A saída de David foi provocada por uma sucessão de problemas que surgiram desde o desmoronamento das obras da futura Estação Pinheiros, na Linha 4, na zona oeste da capital paulista, quando morreram sete pessoas, no dia 12 de janeiro. Desde o acidente, David e Portella vêm se confrontando. Conflitos Na sexta-feira antes do carnaval, David e o secretário tiveram uma ríspida conversa, na qual foi acertada a saída do presidente do Metrô. O motivo do último atrito foi a demora de David em responder publicamente às denúncias de irregularidades nas obras em várias frentes na Linha 4, como no canteiro da Fradique Coutinho. "O Metrô, símbolo de eficiência de gestão pública, tem grandes desafios pela frente e tenho confiança de que, no governo de vossa excelência, a companhia vai continuar correspondendo às expectativas do povo de São Paulo. Agradeço as atenções com que vossa excelência me distinguiu como presidente do Metrô e, por motivos pessoais, peço minha exoneração do cargo de forma irrevogável", escreveu David em carta enviada a Serra na noite de quarta-feira. Na bolsa de apostas para substituí-lo aparecem nomes como o de Sérgio Luiz Bresser Pereira, diretor da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e irmão do ex-ministro da Fazenda Luiz Carlos Bresser Pereira. Fala-se até mesmo em Plínio Asmann, ex-secretário dos Transportes e ex-presidente do Metrô. Desde a semana passada, quando o Estado revelou com exclusividade a disposição de o governador José Serra em demitir David, outros dois nomes apareceram no cenário. O do diretor de Planejamento e Expansão do Metrô, Marcos Kassab, irmão do prefeito Gilberto Kassab, e o do secretário municipal dos Transportes, Frederico Bussinger. Kassab descartou, na quinta-feira, a possibilidade de o seu secretário de Transportes, Frederico Bussinger, assumir a presidência do Metrô. "Essa hipótese não existe. Ele vai continuar como meu secretário." Bussinger disse nem ter recebido um convite oficial do Metrô. "Tenho muita coisa para tocar na secretaria." Segundo o prefeito, seu irmão Marcos Kassab também não receberá uma promoção e permanecerá no atual cargo. (Colaborou Juliano Machado)

Agencia Estado,

23 Fevereiro 2007 | 07h50

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