Dois PMs mortos em 8 ataques a bases em SP

Este final de semana foi violento para policiais militares e guardas metropolitanos na grande São Paulo. Bandidos atacaram oito bases; dois postos são do litoral. Os bandidos iniciaram os ataques na madrugada de domingo. Na capital, foram cinco ações do tipo em 20 horas: contra a base da PM, na Rua Paim, região central da capital paulista; no posto da Guarda Civil Metropolitana em Vila Prudente, zona Leste; e contra policiais militares em Perus, na zona Norte; além do Jardim Miriam, na zona Sul; e Tremembé, zona Norte.Segundo o Bom Dia SP, da TV Globo, o primeiro posto atacado fica no centro da capital. Eram 3h da madrugada de domingo. Todos os vidros do lado esquerdo da base foram estourados. O local ficou isolado durante a madrugada e, e durante o dia, o policiamento no bairro foi reforçado. Às 20h de ontem os ataques recomeçaram. O posto da Guarda Civil Metropolitana em Vila Prudente foi alvejado. Dois guardas que estavam de plantão do lado de fora do posto receberam a primeira rajada de metralhadoras e foram levados para o hospital. Os bandidos não conseguiram invadir porque houve reação dos policiais. Os guardas que estavam dentro do posto atiraram contra dois homens armados de metralhadoras. Um carro esperava por eles em frente à base. As marcas dos tiros ficaram nas paredes e nos vidros. Às 21h, mais um ataquem desta vez contra a Base Comunitária da PM em Perus, na zona Norte. Um sargento morreu e um soldado ficou gravemente ferido. O posto da PM no Jardim Miriam foi atacado às 22h. A sede da Companhia, que fica na Avenida Cupecê, foi metralhada. Foram tiros contra a frente do prédio, janelas paredes e portões, mas ninguém ficou ferido, Os bandidos pararam dois carros do outro lado da avenida, atravessaram o canteiro central e atiraram. Na fuga, bateram em um Escort e contra um ônibus, que estavam parados; depois fugiram a pé.O quinto ataque aconteceu depois da meia noite de domingo no outro lado da cidade, no Tremembé. Dois policiais ficaram feridos; um deles, o cabo que estava de plantão, morreu no final da madrugada. O saldo dos ataques é de 2 policiais militares mortos, 6 feridos e 2 guardas municipais feridos. A base da PM no Itaim Paulista, zona Leste, também foi atacada, mas não houve feridos. No final da madrugada, um policial militar que ia para o trabalho foi atacado por bandidos, que o surpreenderam com vários tiros. O policial conseguiu escapar.LitoralNo litoral paulista, os ataques a bases da PM ocorreram em São Vicente e Guarujá. A base móvel de São Vicente fica na Rodovia dos Imigrantes e foi criada para combater assaltos nas estradas, principalmente no fim de de semana. Os bandidos incendiaram um carro e fugiram a pé. A base atacada no Guarujá fica na periferia da cidade. Os bandidos fugiram a pé, mas até agora ninguém foi preso.Para a Associação de Cabos e Soldados do Estado de São Paulo, estes ataques têm como objetivo desestruturar o trabalho da PM e causam repercussão por ocorrerem na capital e Grande São Paulo. "Tudo foi feito com dias certos e horários alternados. Além disso, no final de semana existem poucas pessoas nas ruas e o efetivo é mais reduzido. Vamos reivindicar junto à Secretaria de Segurança Pública a blindagem dos vidros das bases e o aumento no efetivo de policiais nelas. Um ou dois homens é muito pouco", afirmou Flávio Cordeiro, diretor jurídico da Associação.Outros casosCom estes já são 10 ataques a postos da PMs em 4 meses na Grande São Paulo. No dia 18 de agosto, um posto da PM em Embu foi metralhado, possivelmente em represália à morte de um traficante. Dez dias depois, um posto em Taboão da Serra também foi atingido por rajadas de metralhadoras. Duas granadas foram lançadas, mas não chegaram a explodir. Na semana passada, o ataque ocorreu em Jandira. Dois homens em uma moto só não mataram um policial militar que estava dentro da base porque ele conseguiu se jogar ao chão a tempo. O bandido acusado de comandar os ataques às bases de Embu e Taboão está preso.

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