Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Dois policiais são suspeitos por mortes de moradores de rua

Dois policiais militares são os novos suspeitos de envolvimento nos ataques que mataram sete moradores de rua e feriram outros oito, no Centro de São Paulo. Eles seriam chefes de um esquema de segurança clandestino existente na região central.Os PMs estavam recolhidos administrativamente na corregedoria militar desde ontem à noite, após terem sido interrogados no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os dois negaram as acusações.Além deles, um outro segurança clandestino da região da Sé, e tio de um guarda civil municipal, também é investigado. Os três podem ter a prisão temporária decretada a qualquer momento. Por enquanto, nenhum pedido foi feito pela polícia à Justiça, segundo o juiz Ruy Porto Dias, da 1.ª Vara do Júri.Os nomes dos suspeitos não foram revelados. Sabe-se que um deles trabalhava no 2º Batalhão da PM, e o outro no Centro.Causa do massacreOs assassinos dos mendigos teriam como alvo dois dos moradores de rua atacados. Um deles morreu, e outro permanece internado sob proteção policial. "Essa pessoa que morreu conheceria o funcionamento do submundo da região, da segurança clandestina feita no Centro", disse o Padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua da Igreja Católica.Segundo ele, os criminosos teriam agredido outros moradores de rua como forma de despistar a polícia.Hoje de manhã, o secretário de Segurança Pública, Saulo de Castro Abreu Filho, garantiu que os envolvidos serão punidos. "Se tiver policial, guarda municipal, ou gari envolvido, é rua. O crime está sendo apurado e vamos concluir, doa a quem doer. Isso é crime e aqui não se politiza nada."O secretário, que participava da cerimônia dos 54 anos do 3º Batalhão de Choque, voltou a dizer que a polícia tem indícios suficientes para concluir o caso até sábado. Na semana passada ele havia dito que as investigações não passariam de 30 dias. "Não passará. E não passará mesmo".Leia o especial "Moradores de rua assassinados em São Paulo"

Agencia Estado,

15 de setembro de 2004 | 18h59

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.